Você sabe como realizar uma análise quantitativa de riscos?

Equipe TOTVS | GESTÃO VAREJISTA | 17 outubro, 2018

Um gestor eficiente deve estar preparado para aplicar diferentes estratégias de análise. Dado o mercado extremamente competitivo dos dias atuais, a necessidade de trabalhar com dados mensuráveis (e confiáveis) vem ganhando destaque nas empresas. Por isso, a análise quantitativa de riscos se tornou uma ferramenta essencial para os negócios — inclusive no varejo.

Colocar isso em prática, por outro lado, é algo que nem todo mundo sabe exatamente como fazer. Pensando nisso, criamos este artigo para explicar definitivamente como isso funciona, quais são os benefícios e como colocar em prática. Confira!

É possível fazer análise quantitativa e objetiva de riscos?

Uma análise quantitativa de riscos tem como objetivo levantar dados mensuráveis — ou seja, numericamente — dos riscos envolvidos em um projeto. Com isso, a empresa terá um domínio maior das variáveis envolvidas no processo, ganhando mais controle sobre os seus objetivos estratégicos. O resultado esperado é a aplicação de ações que visam a eliminar ou reduzir os riscos, aumentando as chances de sucesso.

Entretanto, a complexidade de lidar com dados mensuráveis torna a análise quantitativa mais eficiente dentro de um escopo específico. Em geral, ele é definido por uma análise prévia — dessa vez, subjetiva. Assim, é preciso ter em mente que uma abordagem não exclui a outra.

Quais são as diferenças entre análise quantitativa e qualitativa?

A análise qualitativa é uma abordagem mais subjetiva dos riscos envolvidos em um projeto. Grosso modo, ela é feita para identificar e priorizar os riscos e os impactos de cada um. O desenvolvimento de uma estratégia para tratar desses riscos com números (abordagem quantitativa) dá origem a um plano de ações. Ou seja, é um ajuste fino para que as chances de falha sejam minimizadas.

O mais comum é que ambas sejam adotadas de forma complementar. Primeiro, é feita uma análise qualitativa: o projeto é examinado para que os riscos sejam identificados, o impacto de cada risco é classificado e, então, as prioridades são definidas. Depois, é feita a análise quantitativa sobre cada risco, por meio da aplicação de ferramentas que transformam essas informações em números.

Imagine, por exemplo, que um lojista precisa decidir quais produtos ter em estoque para o Natal. Ele cria algumas alternativas de mix de produtos, que seriam os seus projetos. Em cada projeto, ele analisa qualitativamente os riscos — quais produtos podem sobrar no estoque, por exemplo. Depois, ele verifica o impacto financeiro que isso traria.

Entra então a análise quantitativa, na qual ele avaliará os riscos com base em números (custo de cada produto, probabilidade de não vender e prejuízo resultante). Com isso, ele poderá escolher o mix ideal ou criar um plano de ações para minimizar os riscos — investir em uma combinação maior de produtos, por exemplo.

Uma análise objetiva é muito mais eficiente, pois tem como base dados numéricos. A empresa passa a ser capaz de adotar medidas mais precisas e coerentes, já que é capaz de calcular exatamente o resultado de um possível cenário negativo.

Como essa análise auxilia na correta tomada de decisão?

O mercado atual é extremamente competitivo e o consumidor cada vez mais exigente. Quase não há mais espaço para ações que dependam exclusivamente do feeling do gestor de qualquer negócio — é preciso tomar decisões com base em dados confiáveis, reduzindo os riscos, aumentando as chances de sucesso e identificando novas oportunidades.

Análises quantitativas favorecem uma visão panorâmica (mais abrangente) e também mais detalhada de cada projeto. O exemplo dado anteriormente elucida claramente essa questão: os riscos envolvidos, por mais que sejam subjetivos, podem ser abordados um a um. Assim, você os quantifica, estabelece prioridades e desenvolve ações para minimizar os impactos.

A estimativa de vendas — um processo fundamental no varejo — se torna mais precisa. A cada nova ação que visa a aumentar o lucro ou o volume de vendas, o gerente de uma loja é capaz de enxergar as possibilidades e optar pelo caminho mais seguro, sem abrir mão de agir estrategicamente.

Em outras palavras, o varejista não precisa manter os preços sempre engessados de acordo com o custo de compra — é possível aplicar promoções e outras medidas para conquistar novos clientes com maior controle sobre os resultados.

Como colocar em prática?

O processo pode ser dividido em três etapas principais: entradas, uso das ferramentas e saídas. Porém, tenha em mente que o primeiro passo envolve a adoção de uma análise qualitativa (subjetiva), na qual os riscos do projeto como um todo serão listados.

Entradas

Com os riscos definidos, é feita uma análise numérica dos impactos que eles podem causar nos objetivos gerais, começando sempre pelos mais críticos (prioridade alta). O custo e o prazo estimado serão os dados trabalhados. Ainda assim, todos os fatores que podem influenciar no sucesso do projeto devem ser considerados.

A árvore de decisão é uma estratégia bastante utilizada para pontuar os riscos e estabelecer os impactos com base na experiência da empresa e no comportamento do mercado.

Ferramentas

O cálculo do Valor Monetário Esperado (VME) deve ser feito para estabelecer o quanto a empresa pretende gastar no projeto. Ele é bem simples: basta multiplicar a probabilidade pelo impacto financeiro. Se há, por exemplo, um risco de 30% de uma falha ocorrer e o impacto estipulado é de R$1.000,00, o cálculo do VME será:

VME = Probabilidade x Impacto Financeiro

VME = 30% x R$10.000,00

VME = R$3.000,00

No varejo, por exemplo, esse cálculo pode ser o gasto com horas extras dos vendedores durante um mês para alcançar o volume de vendas planejado. Pode ser necessário, de acordo com a complexidade das variáveis, adotar estratégias mais avançadas de cálculo, como análises de sensibilidade ou de Monte Carlo.

São ferramentas que cruzam dados de forma aleatória para estabelecer uma margem segura de previsão dos riscos. Entretanto, é possível contar com softwares extremamente eficientes, como um ERP,  para a realização desses cálculos.

Saídas

Os resultados obtidos devem ser organizados em relatórios e gráficos que facilitem a visualização. Com isso, será possível identificar numericamente os riscos e elaborar planos de ação para minimizá-los. No exemplo calculado acima, o primeiro passo seria verificar se a empresa tem o dinheiro necessário em caixa para bancar as horas extras.

Indo além, seria interessante uma análise de outros cenários, com outros mix de produtos. Uma abordagem quantitativa pode, então, revelar qual projeto teria maior lucro, qual é mais seguro etc. Com isso, você pode fazer a melhor escolha de acordo com a situação específica do seu comércio.

A análise quantitativa de riscos é uma ferramenta poderosa. Adote essa estratégia como parte da sua rotina e leve o nível de eficiência do seu negócio a um novo patamar! Se gostou do post, compartilhe também nas suas redes sociais!

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