Qual é a importância de promover diversidade, equidade e inclusão no varejo?

Equipe TOTVS | 21 julho, 2022

O conceito de diversidade, equidade e Inclusão (DEI) tem se fortalecido atualmente e sido peça fundamental para empresas que querem crescer. Mas o que isso tem a ver com varejo? 

Esse é conceito é importante pois se relaciona com as transformações na cultura de uma empresa, principalmente considerando as demandas atuais do público consumidor, como é o caso também do digital e do omnichannel.

Lojas grandes mas também pequenas precisam levar em conta essa realidade, afinal, isso impacta tanto os colaboradores quanto as pessoas que compram dentro desses estabelecimentos.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo que vai ajudar você a entender mais sobre a importância desses três elementos para gerar valor ao seu negócio. Vamos nessa? Boa leitura!

O que é diversidade, equidade e inclusão (DEI)?

Diversidade, equidade e inclusão é um conceito que reúne esses três termos com o objetivo de incentivar a maior pluralidade de pessoas nos espaços de trabalho.

No entanto, apesar do significado geral, cada uma das palavras têm uma definição e representa um sentido para a DEI. Dessa forma, vamos explicar o que diferencia cada uma delas. Veja a seguir!

Diversidade

A diversidade diz respeito às diferenças que existem entre as pessoas, ou seja, engloba as formas como as pessoas se distinguem entre si. A humanidade é naturalmente diversa pois temos diversas culturas, identidades e expressões.

No entanto, além de ideias distintas, a diversidade abarca a noção de que existem diferentes pessoas de acordo com suas características, que podem ser contextuais ou naturais. Entre elas, podemos citar:

  • raça;
  • gênero;
  • idade; 
  • orientação sexual;
  • conviver com alguma deficiência; 
  • histórico socioeconômico;
  • nacionalidade;
  • religião.

Essas diferenças representadas, ainda, podem conversar entre si. Muitas vezes, a diversidade está relacionada à ideia de reconhecimento de que existem diferenças e de que isso tem efeitos práticos dentro da coletividade.

Quando consideramos as lojas, portanto, a diversidade na empresa significa a capacidade de ter pessoas com características diferentes e criar meios para isso.

Equidade 

A equidade implica no acesso igual de oportunidades entre as pessoas a partir de um critério de justiça. Em outras palavras, é uma adaptação da regra existente à situação concreta para fazer com que a situação seja igual para todos os envolvidos.

Esse conceito entende que as pessoas nem sempre começam do mesmo lugar. Enquanto algumas pessoas começam com vantagens, outras começam com barreiras.

Por essa razão, em uma empresa, esse conceito está associado à correção de disparidades, como processos seletivos focados em grupos minoritários ou campanhas publicitárias com uma representação apenas de corpos diversos.

Dessa forma, envolve um tratamento diferenciado para promover uma igualdade de condições e oportunidades.

Inclusão 

A inclusão é a ideia de que é necessário garantir a participação de todas as pessoas, independentemente das suas limitações, nos espaços sociais. 

Como cada pessoa tem um conjunto único de habilidades, capacidades e vontades, tudo isso deve ser entendido como importante. 

A partir disso, o conceito de inclusão faz com que as pessoas consigam, além de se sentir incluídas, ter o sentimento de pertencimento e valor dentro de um determinado ambiente organizacional.

Uma empresa inclusiva oferece um espaço sem discriminação e, principalmente, promove uma cultura do respeito. Com a inclusão, todas as pessoas serão acolhidas e bem-vindas, independentemente de quem for o consumidor.

Como esses conceitos se relacionam?

Há uma fala muito popular quando o assunto é DEI: “Diversidade é chamar para a festa. Inclusão é convidar para dançar”. A frase, proferida pela VP de Inclusão na Netflix, Vernā Myers, é um ótimo exemplo de como esses conceitos se relacionam.

Na prática, a promoção da diversidade, equidade e inclusão faz com que esses termos se confundem, afinal, eles se complementam. Para garantir que haja promoção da inclusão, é preciso oferecer diversidade e equidade.

É como se todos eles estivessem entrelaçados, ou seja, a diversidade é o começo, a equidade é o caminho a percorrer e a inclusão é o destino final. 

Não há como garantir uma maior pluralidade em uma empresa sem considerar isso. Portanto, quando se fala de diversidade, também se está falando de qualidade e de inclusão.

Qual a importância da diversidade, equidade e inclusão no varejo?

A diversidade, equidade e inclusão no varejo é importante porque, antes de tudo, isso faz com que uma empresa, de fato, seja diversificada, equitativa e inclusiva.

A compreensão da importância do DEI se tornou tarefa básica para as novas demandas de consumo e a compreensão das novas gerações de compradores, principalmente no varejo 4.0. E isso não é simplesmente para vender mais.

De acordo com um relatório global de 2019 sobre diversidade de gênero da OIT, as empresas “com culturas e políticas empresariais mais inclusivas” veem um aumento de 37% na avaliação do interesse e da demanda do consumidor. 

Ainda, pesquisas como a da “Global Consumer Pulse” da Accenture Strategy mostraram que 83% dos consumidores brasileiros atuais preferem comprar de empresas que defendem propósitos alinhados aos seus valores.

Quando pensamos na geração Z, isso é ainda mais forte. Ter funcionários, desde vendedores até líderes diversos é importante, principalmente, porque os consumidores também são diversos. 

Como mostra o relatório da Pew Research, a geração nascida a partir de 1995 é a mais diversa étnica e racialmente, o que eleva a busca por identificação no consumo.

Estamos falando de um público emergente que não apenas é mais diversificado, mas que abraça a diversidade como um conceito básico e natural.

Um estudo feito pela Quantilope mostrou que enquanto 76% da geração Z acredita que as marcas devem abordar a diversidade e a inclusão, apenas 46% dos baby boomers pensam assim.

A geração Y, dos millennials, embora mais velha, também valoriza a diversidade e a inclusão. Na pesquisa, 72% desse público afirmou que esse tópico é extremamente ou muito importante.

Dessa forma, fica claro que o varejo precisa acompanhar as mudanças de reflexão que as novas gerações, principalmente a geração Z – pois levanta as tendências futuras -, têm trazido para esse setor. 

Como implementar DEI no ambiente de trabalho?

A essa altura você já entendeu a relevância de se ter esses três elementos para o futuro do varejo, afinal, essa é uma perspectiva que faz parte das novas gerações de consumo.

Mais do que mostrar que a empresa se preocupa com o DEI, refletir isso na política interna é uma das principais formas de mostrar essa postura de mudança aos consumidores, fortalecendo a sua marca.

Mas, afinal, como promover a DEI na prática na sua empresa, seja uma rede de supermercado ou uma loja de roupas? 

A seguir, vamos falar sobre uma série de estratégias importantes para essa promoção da cultura DEI em uma empresa. Acompanhe!

Crie um comitê específico 

Uma estratégia fundamental para promover diversidade, equidade e inclusão é criar um comitê específico de DEI. Para ser visto de forma prática com eficiência, é preciso que haja pessoas pensando exclusivamente nisso.

Desenvolver um departamento para isso é uma forma mais tangível de buscar soluções dentro do ambiente que garantam a eficiência dessa cultura a ser desenvolvida. 

É importante escolher pessoas que tenham vontade de criar uma organização mais diversa, igualitária e inclusiva para todos os setores. Com uma equipe envolvida, portanto, vai ser muito mais fácil desenvolver ações focadas nisso.

Conte com um diretor de diversidade

Nenhuma estratégia avança sem alguém à frente dela. Por isso, conte com um diretor de diversidade. Ele será a figura responsável pelo comitê e por todas as decisões que precisam ser tomadas.

Para isso, você pode seguir dois caminhos. Há a possibilidade de procurar colaboradores internos que desejam, de forma espontânea, atuar como patrocinadores de DEI. 

Por outro lado, caso não haja ninguém interessado nem apto para isso, você pode contratar alguém dedicado a esse papel. Há pessoas que trabalham especificamente com isso (D&I) no mercado de trabalho.

Defina os objetivos e expectativas da DEI 

Outro passo importante para ampliar a DEI na sua empresa é definir o que você quer conseguir com essa política. No entanto, para isso, você precisa saber onde seu negócio está em relação a isso.

Já existe alguma iniciativa em andamento? Se não, o que seus colaboradores gostariam de ter? Dê voz aos funcionários e descubra, de dentro, o que precisa ser transformado. 

Além disso, procure seus consumidores para entender o que eles valorizam do ponto de vista da diversidade na sua empresa. Aproveite também para avaliar dados globais e exemplos de outras organizações, pois podem servir de insights. 

Ofereça palestras sobre o assunto

Um ponto crucial é que não é apenas a liderança e o comitê que precisa entender a cultura DEI. Toda a empresa precisa conhecê-la para que possa compreender sua importância, seja quem vai ser impactado diretamente ou quem não vai.

É por isso que oferecer palestras e treinamentos para sua equipe – e até mesmo abertos – ao público será fundamental para essa transformação. 

A liderança deve mostrar que não está fazendo isso apenas para “cumprir cotas”, mas porque acredita que isso é importante para a empresa como um todo, afinal, ela se preocupa com quem faz parte dela e com quem compra dela.

Dê oportunidade a grupos minoritários

Finalmente, ofereça as oportunidades a quem mais tem a ganhar com a DEI: grupos minoritários. Você deve desenvolver programas de patrocínio para oferecer crescimento para pessoas historicamente marginalizadas.

Se o objetivo é trazer iguais oportunidades a todas as pessoas das empresas, pessoas que possuem barreiras – contextuais ou não – são prioridades nesse processo. É importante que você crie isso como uma política constante.

Além disso, após qualquer ação, é fundamental que você sempre esteja atento aos feedbacks para que possa entender o quão positiva foi a iniciativa de diversidade, equidade e inclusão.

Acompanhe o progresso das ações desenvolvidas

Em último lugar, não esqueça de medir o progresso da DEI no seu negócio. Isso é fundamental não só para a identificação de erros e possíveis melhorias, mas para que os próprios colaboradores entendam o que tem sido feito.

Sua empresa deve ter um relatório anual, que deve listar o trabalho que a empresa vem realizando e o progresso feito em direção ao cumprimento dos principais objetivos que se desejam alcançar.

É importante coletar dados para documentar publicamente o ambiente de trabalho. Com isso, não só seus colaboradores, mas seu público também vai poder entender o que tem acontecido dentro da sua empresa.

Leve essa postura para os seus consumidores e sua loja

Ter a diversidade e a inclusão como um objetivo da estratégia do negócio deve ser uma ação que acontece tanto “por dentro” como “por fora” da empresa.

Dessa forma, além de ter políticas internas e prestar essas contas nos seus canais, como falamos nos tópicos anteriores, é fundamental que sua empresa se preocupe em incluir todos os grupos diversos como seu público de consumo.

Considerar espaços para todos, oferecer tratamento igualitário,  fazer campanhas de conscientização pelo tema – priorizando pessoas diversas –  são iniciativas cruciais.

Além disso, invista em comunicações que dialoguem com as novas necessidades de compra das novas gerações.

A importância de considerar a diversidade, equidade e inclusão no atendimento aos clientes

A DEI é uma política de empresa que vai muito além de programa para colaboradores, afinal, é um entendimento da importância desses conceitos para todas as pessoas que se relacionam com seu negócio.

Dessa forma, é impossível não falar de diversidade sem considerar os consumidores e clientes, afinal, mais do que nunca, eles têm se enquadrado cada vez mais em grupos diversos.

E, como falamos, são eles quem mais têm procurado por empresas que acreditam no DEI como valor. Por essa razão, a diversidade da própria equipe do varejo é fundamental para que os clientes sejam atendidos por pessoas iguais a eles.

Diversidade e omnicanalidade: novos comportamentos de consumo

Ao mesmo tempo, as novas tendências do novo consumidor não param na diversidade. Da mesma forma que esse valor faz parte do cotidiano da geração Z e dos millennials, a omnicanalidade também.

Por essa razão, quando estamos pensando em acompanhar esse público, precisamos considerar isso. 

E se existe uma geração omnichannel, com certeza, ela é a geração Z.  São pessoas que já nasceram imersas na realidade online, o que torna a sua adaptação a esse formato muito mais fácil. 

No entanto, isso não deixa de também ser natural para os millenials, pois, embora não tenham nascido já “usando celular”, aprenderam a se comunicar amplamente no contexto digital.

E, se marcas que não adotam a diversidade correm o risco de serem abandonadas pelos consumidores, marcas que não adotam omnicanalidade também.

Por isso, toda loja de varejo que deseja crescer e ter longevidade precisa encarar esse contexto, afinal, como os dados já mostraram, essas pessoas vão comprar com quem se adapta aos seus valores.

A maior presença online não só aumenta a chance de alavancar as vendas, mas também muda a forma como as pessoas descobrem marcas.  Então, ter uma presença integrada do físico com o digital amplia a força do varejo.

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A diversidade, equidade e inclusão andam lado a lado com a omnicanalidade. E são os novos consumidores que têm transformado a forma como as lojas precisam agir para poder crescer diante das mudanças.

Se você quer ter força no varejo 4.0, é preciso ter uma estratégia omnichannel que pense na integração de todos os canais de venda.

TOTVS Omni by Moddo é essa solução. Além de contar com a parceria da maior empresa de tecnologia do Brasil, você pode desenvolver melhor sua operação da loja, acompanhando seu estoque em tempo real.

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Conclusão

A diversidade, equidade e inclusão é um conceito transformador para o varejo. E apesar de serem ideias distintas, juntas criam um valor muito maior.

Ter uma cultura diversificada, equitativa e inclusiva é importante para os vendedores e gestores na mesma medida em que é positivo se conectar com o público – como a geração Z – e suas novas demandas.

Cada organização possui seus próprios desafios em relação a isso, mas a preocupação com quão o negócio está atenta a eles vale para todas elas. 
Quer seguir aprendendo mais com a gente? Leia também nosso artigo sobre tomada de decisão e a sua importância!

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