O que é o atacarejo e como melhorar a sua operação?

Você sabe o que é atacarejo? Essa modalidade híbrida de comércio une conceitos de atacado e varejo, trazendo benefícios de ambas as formas para o seu consumidor. O conceito chegou ao Brasil na década de 1970, sendo uma forma de dispensar a intermediação entre o atacado e consumidor final, que muitas vezes aconteciam pelos mercados …

Equipe TOTVS | 12 setembro, 2022

Você sabe o que é atacarejo? Essa modalidade híbrida de comércio une conceitos de atacado e varejo, trazendo benefícios de ambas as formas para o seu consumidor.

O conceito chegou ao Brasil na década de 1970, sendo uma forma de dispensar a intermediação entre o atacado e consumidor final, que muitas vezes aconteciam pelos mercados locais.

E essa junção de práticas comerciais muito populares transformou fortemente o comércio nacional. Portanto, para quem atua com rede de supermercados ou até mesmo outros setores, entender mais sobre esse modelo é fundamental.

Se você quer aprender além de “o que é atacarejo”, acompanhe este artigo. Você vai descobrir como este conceito surgiu, as vantagens de adotá-lo e, ainda, como montar um. Boa leitura!

O que é atacarejo?

Atacarejo é um termo que serve para designar um modelo de negócio que reúne características tanto do atacado quanto do varejo.

Por essa razão, o público é mais amplo. Pessoas físicas e pessoas jurídicas compram dentro desses estabelecimentos. O formato também leva o nome, algumas vezes, de “atacado de autosserviço”.

Ao definir um atacarejo, podemos destacar pontos como uma estrutura mais enxuta, um maior volume de vendas e, principalmente, preços diferenciados.

Como funciona esse modelo de negócio?

Na prática, o atacarejo funciona como um estabelecimento onde os compradores podem encontrar, de maneira autônoma, muitos produtos sendo vendidos em grandes quantidades.

No entanto, não necessariamente os produtos precisam ser comprados dessa maneira. A diferença é que, quanto maior o número de itens iguais comprados, menor é o preço unitário final de cada produto.

Outro ponto sobre o funcionamento desse formato é que ele não tem a aparência comum de um mercado: a própria loja funciona como depósito. Ou seja, o ambiente de compras e as gôndolas dos produtos já servem como local para os itens.

Principais características de um atacarejo

Para resumir as principais características de um atacarejo, elencamos os pontos que mais marcam esse tipo de negócio. Acompanhe!

Self-service (autosserviço)

Esse conceito é o que molda o funcionamento de um atacarejo. Com o autosserviço, o consumidor realiza tudo sozinho. Ele escolhe, paga e leva os seus produtos por conta própria, o que aumenta a rapidez e a eficiência no atendimento.

Estrutura simples

A estrutura de um atacarejo é simples, feita para grandes armazenamentos e despacho facilitado. Seus prédios têm formato de galpões e pisos resistentes para suportar um número alto de mercadorias e maquinários.

Preço baixo

Como falamos, nesse formato, existem dois preços distintos para cada produto: um que é indicado para compras avulsas e outro praticado a partir de um determinado número de produtos comprados.

Qual a diferença entre atacado, varejo e atacarejo?

Para deixar ainda mais claro como esse formato se difere do atacado e do varejo, vamos trazer a definição dos outros dois modelos e comparar com o que é atacarejo. Entenda cada um deles:

  • Atacado: espaços grandes que realizam vendas em médio e grande portes, abastecendo indústrias e comércios locais e levando os produtos até eles. Alguns vendem apenas para consumidores que possuem um CNPJ;
  • Varejo: estabelecimentos comerciais que vendem seus produtos diretamente aos consumidores finais, ou seja, para quem vai consumi-los. Trabalham com vendas em unidades e têm como foco as pessoas físicas;
  • Atacarejo: espaços que atendem aos dois públicos, trazendo políticas mistas de funcionamento. Portanto, vendem em grandes lotes e também em unidades, com facilidades de ambos os modelos.

Qual é o perfil de quem frequenta esse estabelecimento?

Para quem pretende investir nesse tipo de negócio, é fundamental saber qual é o tipo de comprador deste estabelecimento. Em geral, o público-alvo do atacarejo se divide em dois: comércios locais ou pequenos e o consumidor final.

Quando estamos falando das pessoas físicas, ainda, existem vários cenários que podem ser considerados:

  • pessoas que buscam melhores benefícios do ponto de vista financeiro;
  • indivíduos com menos tempo para ir às compras; por isso, compram em alto volume;
  • pessoas de renda mais baixa, que precisam aproveitar promoções e oportunidades;
  • famílias maiores, que naturalmente têm compras em maior quantidade.

Como surgiu o atacarejo?

Mas, afinal, de onde veio a ideia de fazer uma operação que mistura esses dois modelos de comercialização? A primeira vez que esse conceito surgiu foi na Alemanha.

Em 1964, o professor Dr. Otto Beisheim abriu seu primeiro comércio de Cash and Carry na cidade de Mülheim. Inclusive, esse também é um nome dado ao atacarejo.

A ideia era permitir que o consumidor pudesse comprar um produto e levá-lo sem precisar da intermediação de um revendedor.

E isso partiu de uma necessidade de oferecer um maior custo-benefício aos compradores. Portanto, a partir de 1970, o modelo começou a se popularizar nos EUA.

Já no Brasil, o primeiro tipo híbrido no país foi o da Makro, em 1972. No entanto, a força desse formato de negócio se deu com as crises econômicas do período.

Esse processo fez com que os clientes que até então frequentavam os mercados locais passassem a ir aos atacados. 

Como o sucesso foi tão grande nas décadas seguintes, a maioria das grandes redes passou a investir também no formato atacarejo.

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Crescimento do atacarejo no Brasil

Desde o Makro até os dias de hoje, houve muitas mudanças. Mas um fato é certo: o conceito de atacarejo tem se tornado mais popular entre as famílias brasileiras, com aumentos constantes de vendas. E sua principal participação é no ramo alimentício.

Em 2016, de acordo com dados da Nielsen divulgados pelo Estadão, 46,4% dos brasileiros tinham o atacarejo como principal modalidade de compra, além do fato deles já superarem os mercados tradicionais.

E, ao analisar o cenário pós-pandêmico, marcado pela inflação e a queda da renda, esse formato de comércio ganhou ainda mais espaço entre os brasileiros.

Como mostra o estudo da McKinsey obtido pelo Estadão,  a busca pelos preços mais baixos fez com que esse ano tivesse 10% de alta em 2021, apesar do cenário adverso.

Em compensação, o varejo alimentar como um todo vivenciou uma queda de 2,4%.

Com isso, em 12 meses, a parcela de atacarejo no varejo alimentar subiu de 35% para 40% e, atualmente, são mais de 2 mil lojas no Brasil. 

E a tendência de crescimento permanece de acordo com essa pesquisa: a perspectiva é que esse modelo chegue a 50%.

Vantagens e desvantagens do atacarejo

Agora que já falamos sobre o que é atacarejo e como ele tem crescido, está na hora de responder: na prática, quais os benefícios que o atacarejo oferece aos empresários? E quais são as desvantagens dele? 

A seguir, iremos explorar esses pontos. Acompanhe!

As vantagens do atacarejo

Como já falamos, ser um negócio híbrido permite que esse formato atenda a dois perfis diferentes de pessoas: o varejista e o consumidor final.

Sendo assim, ele atende a pequenos comércios, como pizzarias, food trucks, bares e outros, sem deixar de vender para o consumidor final.

E isso significa que esse negócio, na prática, consegue ter um público maior. Isso, por sua vez, aumenta a lucratividade do local, já que as perspectivas de vendas são maiores.

Ao mesmo tempo, esse ganho financeiro se dá devido à diminuição de gastos com layout, locação e transporte. Afinal, os produtos são comercializados no lugar do estoque.

Outro ganho, por fim, é o aumento do ticket médio: as pessoas costumam ir até a loja mensalmente e, assim, fazer uma compra bastante volumosa, elevando essa média.

As desvantagens do atacarejo

Por outro lado, existem alguns pontos negativos ao se optar por essa modalidade. Como o estoque fica no mesmo galpão e as vendas são feitas também em grande quantidade, esse formato híbrido não consegue ter uma variedade muito grande de marcas.

Existe variedade de produtos, mas não de marcas — pois é o contrato com menos fornecedores que baixa o preço das mercadorias. Portanto, para alguns tipos de produtos, os negócios locais podem atender melhor que a rede híbrida.

Além disso, esse modelo também tem dificuldade em comercializar produtos perecíveis e não duráveis, como verduras e legumes.

Neste formato, os itens são postos em lotes e têm uma reposição bem menos recorrente em relação aos mercados varejistas.

Exemplos de atacarejo

A força dessa modalidade pode ser percebida pelas próprias operações das empresas de atacarejo, que costumam ser parte das redes de supermercados. Alguns dos exemplos são Extra, Maxxi, Grupo Mateus e Assaí Atacadista.

A seguir, iremos falar brevemente sobre esses negócios.

Extra

Uma das redes de atacarejo que opera atualmente é o Extra, que faz parte do grupo GPA, Grupo Pão de Açúcar. Ainda, conta com uma operação online, por meio de plataformas de delivery.

Maxxi

Outra empresa dentro desse formato é o Maxxi, sendo uma das frentes do Walmart. Como é recente, o objetivo é aumentar a participação no formato atacarejo e conquistar esse mercado nos próximos anos.

Grupo Mateus

O Grupo Mateus também conta com modelos de atacado, varejo e híbrido. A empresa, que tem forte atuação no Nordeste, apresenta expressivo crescimento, tendo aberto o negócio na bolsa de valores em 2020.

Assaí

Por último, como uma das maiores referências desse formato, temos o Assaí. A rede é a segunda maior bandeira de varejo dedicada ao atacarejo no Brasil e sua atuação está presente em quase todos os Estados brasileiros.

O que é e como funciona um atacarejo online?

A maioria dos estabelecimentos que atuam nesse modelo híbrido tem apenas canais físicos. No entanto, também existe o atacarejo online, ou seja, lojas virtuais que vendem produtos a preço de atacado para os consumidores finais.

O objetivo é trazer comodidade aos clientes e facilitar o abastecimento de empresas e revendedoras, além dos compradores isolados.

Nesse processo, as mercadorias são enviadas ao consumidor diretamente do estoque. Contudo, o desafio desse formato é o fluxo de entrega dos produtos, já que compras em grande volume podem ter limitações no envio.

Para quem pensa em atuar no atacarejo online, é preciso pesquisar qual é a solução de gestão mais adequada para tornar esse formato viável.

Como montar um atacarejo?

Em tempos de crise, quando os negócios tiveram baixas nas suas operações, o atacarejo ganhou holofotes e se tornou um setor maciço da economia do país.

Mas, afinal, como transformar seu negócio em um atacarejo? Se você pretende ter sucesso com isso, há alguns pontos de atenção. Veja os principais passos que você deve seguir para montar o seu:

  • escolher bons fornecedores para garantir preços competitivos e muito baixos;
  • não deixar de se preocupar com a qualidade dos produtos oferecidos;
  • planejar bem o gerenciamento da sua operação logística e de estoque;
  • considerar todos os canais de venda e como você pode aproveitá-los;
  • após a implementação, divulgar seu novo formato aos consumidores e comércios.

Como melhorar a gestão do seu atacarejo?

Um dos pontos mais importantes na gestão do seu atacarejo é, sem dúvidas, o estoque atualizado e integrado. E uma das tendências que também está presente nos dois formatos para ajudar nisso é a omnicanalidade.

Com a imersão tanto do atacado como do varejo no digital, o atacarejo precisa igualmente adentrar nesse universo. Mais do que isso, ele precisa integrar esse canal de venda de maneira coesa e coerente à operação física.

O atacarejo pode, por exemplo, oferecer na forma digital uma relação de reposição contínua, principalmente com a funcionalidade de comprar online e retirar na loja.

E esse é só um exemplo de como sua gestão de estoque pode crescer com uma estratégia omnichannel.

Venda mais e melhor com o TOTVS Omni by Moddo!

Agora que você entende melhor o que é atacarejo e como você pode melhorar a sua gestão com a omnicanalidade, é possível usar a tecnologia como ponte para isso.

Varejistas e, nesse caso, “atacarejistas”, precisam de sistemas que permitam gerenciar os diferentes canais de venda, com eficiência e integração. E é isso que o TOTVS Omni by Moddo oferece.

Essa plataforma de gestão omnichannel permite o gerenciamento prático do seu estoque, assim como das variáveis que possam aparecer com a expansão do negócio, como pedidos em operações online.

Você vai ter uma visão única dos produtos disponíveis em cada estabelecimento e, ainda, criar proteções e bloqueios de determinado SKU, com base no volume médio de vendas do item.

E não importa se você é um negócio começando ou uma grande rede, pois nosso software suporta a sua operação de maneira escalável.

Transforme sua operação em omnichannel com o TOTVS Omni by Moddo!

Conclusão

Nesse artigo a gente mostrou a você o que é o atacarejo, quais são as diferenças para os outros formatos e suas principais características.

Estamos falando de um formato que tem se tornado uma tendência dentro do ramo de supermercados, crescendo de forma contínua ao longo do tempo.

Mostramos também que a omnicanalidade é fundamental para se ter uma logística integrada e, principalmente, um estoque atualizado no atacarejo.

O TOTVS Omni by Moddo permite que você conecte seus estoques de todas as lojas e, assim, possa garantir um crescimento constante das suas vendas, sem rupturas na operação.

E, se você gostou do conteúdo e quer trazer melhorias para seu empreendimento, não se esqueça de continuar acompanhando nosso blog! Aproveite para ler nosso conteúdo sobre como vender online e ampliar a visibilidade do seu negócio!

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Comentários deste post

  1. Patricia Alencar diz:

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