Blockchain: o que é, como funciona, elementos e benefícios

O blockchain é uma tecnologia revolucionária, baseada em um princípio simples: registrar (e rastrear) transações feitas pela internet, como criptomoedas. É uma inovação que promete revolucionar o mundo, as empresas e o comércio de forma geral. A discussão sobre as aplicações do blockchain nos negócios, porém, ainda causa um pouco de surpresa e uma avalanche …

Equipe TOTVS | 30 março, 2022

O blockchain é uma tecnologia revolucionária, baseada em um princípio simples: registrar (e rastrear) transações feitas pela internet, como criptomoedas. É uma inovação que promete revolucionar o mundo, as empresas e o comércio de forma geral.

A discussão sobre as aplicações do blockchain nos negócios, porém, ainda causa um pouco de surpresa e uma avalanche de dúvidas.

Afinal de contas, esta tecnologia foi colocada em evidência com o surgimento das criptomoedas e, até então, muitos acreditavam que a sua utilidade estava restrita às transações criptografadas de valor.

No entanto, a boa notícia é que o blockchain é muito mais que isso.

Mesmo sem dominar conceitos de criptografia ou saber como é a mecânica da mineração e a transmissão de dados, é fácil reconhecer que as suas aplicações para os negócios são amplas e vantajosas.

Entenda por que essa tecnologia pode ser o próximo diferencial da sua empresa em nosso guia sobre o assunto. Que tal aprender mais? É só seguir a leitura!

O que é blockchain?

O blockchain é uma tecnologia que funciona como um livro-razão, que registra toda transação de informações, de modo a tornar uma operação totalmente confiável e imutável.

É a espinha dorsal das criptomoedas, mais popularmente do bitcoin, e hoje já encontra aplicação em diferentes setores do mercado, como em smart contracts.

Para simplificar, podemos relacionar o blockchain a um banco de dados normal, mas os seus registros estão ligados por todos os servidores e computadores da rede participante.

O blockchain, portanto, permite que informações digitais sejam distribuídas por vários nós nessa rede.

Além disso, essas informações, uma vez submetidas ao blockchain, são guardadas por criptografia — uma forma de cifrar as informações, torná-las únicas e, claro, protegê-las.

Que tal um rápido exemplo prático?

Toda transação realizada no blockchain produz uma série de códigos criptografados que é registrada em um de seus blocos.

Esse registro é único e contém informações como quem enviou e quem recebeu (no caso do bitcoin, é um código que identifica as carteiras e não uma descrição apurada dos envolvidos), a hora que a transação foi feita e onde ela está registrada no blockchain.

A cada 10 minutos é formado um novo bloco de transações, e ele se liga ao bloco anterior.

A rede do blockchain é composta por “mineradores”, que verificam e registram as transações no bloco.

Essa lógica é determinada pelo protocolo do blockchain, que assegura que os processos por trás do sistema funcionem da melhor maneira possível, garantindo a segurança das informações.

A origem do blockchain

A origem oficial do blockchain data de 2008, do artigo acadêmico “Bitcoin: um sistema financeiro eletrônico peer-to-peer“. Ele tem autoria de Satoshi Nakamoto, muito embora, até onde se sabe, essa pessoa não exista.

Mais provavelmente, é um pseudônimo para alguém ou para um grupo de pessoas.

No documento de Nakamoto, o blockchain é descrito como uma rede que registra o tempo de cada transação, posicionando-a em uma cadeia contínua no hash (um tipo de criptografia).

Desse modo, não há como alterar um registro existente sem antes alterar toda rede. Sendo assim, cada registro (transação) é único — e por isso, imutável.

E por que falamos de origem oficial?

É que o blockchain teve algumas diretrizes discutidas há décadas, como no artigo “Como fazer um carimbo de hora em um documento?“, de Stuart Haber e W. Scott Stornetta, publicado em 1991.

Como funciona o sistema blockchain?

O principal objetivo da blockchain é possibilitar que informações digitais sejam distribuídas e registradas, mas não alteradas ou editadas. Desse modo, ele funciona de forma semelhante a um livro-razão.

No entanto, considere que, como livro-razão, o blockchain é digital e distribuído (os registros de transações são armazenados ao longo de toda uma rede de computadores) e também imutável (uma transação registrada não pode ser alterada).

Cada transação realizada no blockchain é registrada no sistema, em algo chamado de “bloco”. Esse bloco suporta uma quantidade X de registros.

As informações registradas são dependentes entre si (lembra do conceito de cadeia contínua?) e vinculadas ao bloco anterior.

Em geral, um bloco suporta pouco mais de 500 transações de bitcoin, para exemplificar.

Cada vez que um bloco é completado, outro é criado, carregando consigo informações do bloco anterior.

Conforme o número de blocos vai crescendo, temos uma “cadeia de blocos” — ou seja, um blockchain!

É por isso que os blockchains também são conhecidos como uma tecnologia de contabilidade distribuída (DLT).

Como funciona a carteira blockchain?

Uma carteira blockchain é basicamente uma carteira digital, que serve para manter criptomoedas (como bitcoin, ethereum, entre outras), bem como utilizá-las para transações.

De modo geral, a carteira blockchain também permite a uma pessoa armazenar outros ativos digitais que estejam no blockchain, como é o caso de NFTs, documentos etc.

Essa carteira é criada utilizando as próprias plataformas para tal.

Para acessá-la, os passos são praticamente iguais aos que qualquer pessoa dá para acessar sua conta digital no Internet Banking, utilizando login e senha (e outros passos de conferência, como autenticação em 2 etapas ou reconhecimento facial).

Algumas pessoas, preocupadas com a segurança dos seus ativos digitais, também utilizam o que se conhece como “cold wallet” ou carteira fria.

Essa prática refere-se ao armazenamento das chaves utilizadas para criptografar seus ativos digitais em hardwares externos, como um pendrive, por exemplo (mas não se limitando a isso).

Qual a importância do blockchain?

A grande importância do blockchain reside no fato de ser uma maneira descentralizada de manter registros seguros e imutáveis. Ou seja, falamos de uma solução que potencializa a privacidade do usuário e a segurança por trás de transações.

Hoje, estamos acostumados a utilizar uma plataforma descentralizada para compartilhar informações, a própria internet.

No entanto, quando o assunto é a transferência de valores, ativos e informações privadas, normalmente é preciso voltar às soluções antigas, como bancos e agências governamentais.

Até mesmo soluções inovadoras de pagamento digital, como o próprio PayPal, por exemplo, exige uma integração com a conta do banco ou seu cartão de crédito.

Desse modo, o blockchain para negócios dá a possibilidade de eliminar o intermediário (como no caso da transferência de valor, o banco), cumprindo três funções essenciais:

Registrar transações, estabelecer identidade e estabelecer contratos — esta última comumente feita pelos bancos.

Quais são os tipos de redes de blockchain?

Atualmente, existem diferentes tipos de redes de blockchain sendo utilizadas e exploradas no mercado. Mais comumente, fala-se de dois tipos diferentes: as redes públicas e privadas.

No caso das redes públicas de blockchain, qualquer um pode participar. É o caso de blockchains por trás de criptomoedas como bitcoin ou ethereum.

Nesse tipo, qualquer pessoa pode observar para onde as transações foram efetuadas — o que reduz sua aderência a usos corporativos, por exemplo.

Já as redes privadas de blockchain são o contrário: controladas por uma empresa ou grupo de usuários, que determinam quem pode ou não participar, se há necessidade de protocolo de consenso e se o livro-razão será compartilhado.

Outro tipo menos comum é o blockchain de consórcio, em que o modelo privado se mantém, mas a rede como um todo é suportada por um grupo de empresas.

Qual a relação do blockchain com mineradores e criptomoedas?

A associação do bitcoin e blockchain ocorreu devido a essa criptomoeda ter se popularizado e chamado a atenção para a tecnologia. Basicamente, o blockchain é o que possibilita e dá total segurança às transações de criptomoedas.

Supondo que um cliente tenha 1 bitcoin (BTC) e queira adquirir um item que custe metade do seu valor, a transação é inserida no blockchain.

Nesse momento, mineradores de dados iniciam o processo de mineração do código original. Trata-se de uma decodificação que poderia ser entendida como a resolução de sua matemática complexa. Para isso, eles emprestam poder computacional para a rede.

Esse minerador é remunerado com uma parte do valor da transação a título de comissão por seus serviços.

Ao final dela, produz dois novos códigos que também são registrados na tecnologia blockchain e validados por toda a corrente de blocos.

Um dos códigos representará o valor remanescente do cliente após dedução da compra e comissão do minerador.

O outro, agora em nome do vendedor, corresponderá a 0,5 BTC do que foi negociado.

O BTC original deixará de existir, mas os dois novos terão dados que indicam a sua origem em seus códigos.

As criptomoedas são descentralizadas, não dependem de nenhum governo ou instituição financeira, podem ser aceitas em todo o mundo, são seguras e têm uma boa valorização. 

Um panorama sobre o uso do blockchain no Brasil

No Brasil, o blockchain já é utilizado por pessoas que investem em criptomoedas há alguns anos. Oficialmente, porém, apenas agora a tecnologia começou a ser explorada.

De acordo com matéria do Estadão, no fim de 2021 o governo federal começou a utilizar o blockchain para seus documentos.

Desse modo, será possível utilizar o blockchain para registros de carimbo de tempo em documentos da União — atestando que tal arquivo foi criado em determinado dia e hora.

Ainda dentro do tema, há o PL 2303/15, que no momento aguarda apreciação do Senado. Esse projeto de lei busca regularizar as criptomoedas e também o blockchain no país.

Conforme levantamento do Block Data, o Brasil ocupou o 9° lugar no ranking de países que mais conseguiram investimentos ligados a empresas envolvidas com blockchain em 2021, totalizando US$ 330 milhões.

Para se ter uma ideia, esse valor é maior do que países como Austrália (US$ 130 milhões), Suíça (US$ 180 milhões), Alemanha (US$ 255 milhões) e México (US$ 265 milhões).

Benefícios da tecnologia blockchain 

Compreendendo a dinâmica básica da tecnologia blockchain e vislumbrando algumas de suas utilizações, podemos entender por que ela está em alta. Muitos negócios de segmentos  em geral têm se interessado pelos benefícios diretos e indiretos que podem ter. 

Economia de tempo

Algumas etapas comerciais, contábeis e financeiras precisam ser realizadas com o máximo de precisão possível. Todavia, isso não significa que não possam ser agilizadas. O blockchain pode, rapidamente, enviar e comprovar dados entre as entidades envolvidas para validar uma compra.

Segurança de dados

Uma das maiores vantagens do blockchain é sua segurança em relação aos dados. 

Com ela, é possível verificar a integridade de todos os registros com muita facilidade.

Existe muita transparência entre as transações pois cada registro pode ser verificado rapidamente.

Deste modo, a empresa faz a validação da integridade dos processos de armazenamento com mais precisão. Essa segurança é fundamental quando se trata de dados de alto valor.

Redução de custos

No blockchain, há a possibilidade de salvar os dados de forma descentralizada, além de permitir o uso de um código aberto.

Isso ajuda a reduzir os custos, e a organização pode manter seus registros em um lugar mais eficiente, em que o acesso às informações é ágil.

Redução de riscos

A descentralização do banco de dados e a necessidade da confirmação dos processos em diversos servidores e computadores conectados ao blockchain inibe consideravelmente as ações dos hackers.

Investir na tecnologia blockchain permite que a empresa crie processos muito mais maleáveis, adaptáveis à dinâmica de seu negócio.

Tudo isso, além de continuarem seguros para a corporação e para os seus clientes.

Quais são os principais elementos do blockchain?

E agora, já entendeu tudo sobre o blockchain? Para simplificar sua compreensão, separamos os principais elementos da tecnologia, que a tornam única. Vamos lá?

Livro-razão distribuído

O blockchain funciona como um livro-razão distribuído, que realiza o registro de transações e o torna imutável. Ou seja, as informações estão todas seguras no livro-razão.

Contratos inteligentes

Os contratos inteligentes (smart contracts) são um elemento interessante que podem ser utilizados no blockchain.

Ou seja, contratos que podem ser registrados no blockchain, de modo a formalizar negociações entre duas ou mais partes, e cujas cláusulas são autoexecutáveis.

Transações inalteráveis

Por conta de suas propriedades, o blockchain evita que os registros sejam alterados. Apenas novos registros podem ser adicionados aos blocos, pois falamos de um sistema que funciona em cadeia contínua.

A tecnologia blockchain é confiável?

O blockchain é um livro-razão completamente seguro e confiável, capaz de registrar novas informações de forma linear e cronológica.

Ou seja, eles sempre são adicionados ao “fim” do blockchain. Para alterar o conteúdo de um bloco, é preciso que a maioria (50%+1) da rede chegue a um consenso para fazê-lo.

Isso porque cada bloco contém seu próprio hash, junto com o hash do bloco anterior, bem como o carimbo de tempo.

Os códigos de hash são criados por uma função matemática que transforma a informação digital em uma sequência de números e letras.

Se essas informações forem editadas de alguma forma, o código de hash também será alterado — em uma lógica que explicamos acima, na relação entre criptomoedas e blockchain.

Blockchain, criptomoeda e token: qual a diferença?

Confuso sobre a relação entre blockchain, criptomoedas e tokens? São termos muito relacionados, mas com significados completamente diferentes, vamos lá?

  • Blockchain: uma tecnologia que funciona como livro-razão digital, registrando informações de forma imutável.
  • Criptomoedas: ativos digitais descentralizados e não-tangíveis, nativos do blockchains. Eles são criados, negociados (transferidos, compartilhados etc.) e armazenados digitalmente.
  • Tokens: no mundo das criptomoedas, tokens são a representação digital de um ativo em um blockchain. Criptos podem ser considerados também tokens, muito embora o conceito seja bastante amplo.

Como ganhar dinheiro com blockchain?

O empreendedor que busca no blockchain uma chance de lucrar pode se aproveitar das várias oportunidades que essa tecnologia oferece — especialmente em um momento em que ela ainda não é unanimidade.

A criação de soluções baseadas em blockchain, por exemplo, é um dos caminhos.

Explorar o potencial da tecnologia para criar uma solução de smart contracts que ajude determinadas áreas, como a construção civil, é uma boa.

Assim, por exemplo, digamos que a construtora firmou em contrato inteligente com a empreiteira que a primeira parte do pagamento será depositada após a concretização de 25% da obra.

Com o uso de sensores inteligentes IoT, ligados ao sistema blockchain em que está o contrato, é possível verificar de forma autônoma a conclusão desta porcentagem da obra, acionando a cláusula do contrato e realizando o pagamento.

A tecnologia a favor do seu negócio

O blockchain é um dos vários passos para que as pessoas e empresas tornem sua rotina digital mais segura, eficiente e integrada.

De modo geral, a tecnologia está a favor do seu negócio e de suas soluções, otimizando processos e melhorando suas entregas.

Hoje, você pode contar com sistemas de gestão e soluções que aumentam a segurança, a eficiência e a produtividade de todos os setores do seu negócio.

Muitas delas, inclusive, incorporam ferramentas e conceitos de tecnologia blockchain.

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Conclusão

Agora que você entende como funciona o blockchain, sabe que é possível usar essa tecnologia a favor do seu negócio. Implementar o blockchain ao ambiente corporativo permite mais segurança e confiabilidade para seu negócio.

As inovações podem ser muito benéficas quando aplicadas adequadamente nas empresas.

Cada tipo de negócio deve buscar a solução que mais atende às suas necessidades principais.Entenda também como outras tecnologias, como o data driven business, podem te ajudar a tomar decisões mais certeiras para o desenvolvimento do seu negócio.

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