NFTs: o que são, como funcionam, como comprar e como fazer

Equipe TOTVS | 02 março, 2022

Afinal, o que é NFT? É muito improvável que você não fez ou ouviu essa pergunta por aí. A verdade é que os NFTs se tornaram um assunto relevante no mundo de hoje: por suas características, oportunidades e também polêmicas.

Na TOTVS, possuímos uma relação próxima com a tecnologia e as inovações atuais. Soluções como o blockchain e criptomoedas já foram abordadas em nosso blog.

E com os NFTs não será diferente. Por isso, queremos lhe explicar, em um guia completo, tudo sobre NFTs, passando por tópicos como:

  • O que são NFTs?
  • Como funcionam os NFTs?
  • Qualquer item pode virar um token não fungível?
  • Um panorama sobre o mercado dos NFTs
  • Por quais motivos as pessoas compram NTFs?
  • Como comprar NFTs?
  • Como fazer NFT art?
  • Quais são os NFTs mais valiosos do mercado?
  • Vale a pena investir em NFTs?
  • Quais são os riscos do mercado de NFTs?
  • NFTs e criptomoedas: quais são as diferenças?

E você, tem interesse em saber mais? É só seguir a leitura!

O que são NFTs?

NFT é um ativo único, digital, que pode ser comercializado individualmente. A sigla “NFT” refere-se ao termo “Non-fungible token” ou token não fungível.

O “não fungível” quer dizer que cada token é único, representando os direitos digitais (propriedade) de ativos de diferentes formatos, como áudio, vídeo, imagens e outros (que podem também ser físicos).

Desse modo, é possível afirmar que nenhum NFT é igual a outro.

Além disso, a forma que a posse de um NFT funciona é algo que vale entender:

Se você comprar um NFT de uma arte digital em formato GIF não estará legalmente comprando a arte em seu formato, mas sim comprando o token — que pode incluir os direitos sobre a arte.

Esse token é um certificado de propriedade que pode ser verificado publicamente no blockchain.

Quando foram criados os NFTs?

A origem dos NFTs data de 2014, quando o primeiro token não fungível foi criado. Por volta de 2017, usuários mais assíduos de blockchain e do mundo das criptomoedas começaram a dar atenção ao tema. Em 2018, foi a vez do blockchain Ethereum adicionar um sistema de suporte para NFTs.

A partir daí, o assunto se popularizou.

Logo, o Ethereum se destacou do Bitcoin como o principal blockchain para NFTs, pois sua capacidade de smart contracts permitiu o desenvolvimento de tokens e programas de espaço de armazenamento construídos no próprio blockchain.

Entre os primeiros projetos de NFTs, podemos destacar os CryptoPunks, coleção lançada pelo Larva Labs que acabou sendo identificada como o início do NFT.

Uma curiosidade é que as NFTs dessa coleção foram (e ainda são) vendidas por milhões de dólares.

Como funcionam os NFTs?

Os tokens não fungíveis utilizam um padrão de blockchain diferente de criptomoedas (no caso do Ethereum, é o ERC-721). É o que permite que eles sejam armazenados e que as informações dos smart contracts sejam acessadas.

Porém, os NFTs também podem ser criados em outras blockchains habilitadas para smart contracts, como o Solana, NEO, Tezos, EOS, Flow e Secret Network.

Os tokens não fungíveis possuem smart contracts que permitem que informações específicas sejam registradas no blockchain, como a identidade do proprietário e demais metadados avançados.

Vale lembrar que, apesar das artes digitais terem se popularizado como os principais NFTs do mercado, esta tecnologia se aplica a qualquer coisa digital, como música, videogames, tweets (e outros posts populares em redes sociais), fotografia e muito mais.

Qualquer item pode virar um token não fungível?

Os NFTs parecem uma tecnologia extremamente versátil — assim como tudo que envolve o blockchain. Portanto, tudo pode se tornar um NFT? Na prática, sim: tudo que pode ser reproduzido digitalmente.

Ou seja, falamos obviamente de documentos nativamente digitais (como artes virtuais, áudios e vídeos), bem como a cópia original de documentos físicos, como fotografias, quadros, músicas, filmes etc.

Porém, é claro, existem confusões sobre a extensão do conceito de “propriedade” de um NFT.

Um exemplo recente foi de um grupo de investidores do mundo cripto que pagou a quantia de € 2,66 milhões em uma cópia digital do livro de ficção-científica ‘Duna’, um storyboard de filme que adaptaria a obra original, escrita por Frank Herbert — o filme em si jamais foi lançado.

Estima-se que existem cerca de apenas 20 cópias físicas deste livro — o que significa que, em algum tempo, há o risco de nenhuma delas estar disponível.

A ideia original do grupo era tornar cada página um NFT e queimar o livro físico inteiro, garantindo sua existência apenas na cópia digital.

O problema com a interpretação do conceito de propriedade vem a seguir: em um tuíte, o grupo comentou seus planos para a obra:

  • Torná-lo público;
  • Produzir uma série animada para vendê-la a um serviço de streaming;
  • Apoiar projetos derivados do livro da comunidade apoiadora.

Percebeu a falha? A compra deste NFT não garantiu ao grupo a propriedade sobre os direitos de imagem sobre a obra — apenas sobre a cópia do livro em si.

Um panorama sobre o mercado dos NFTs

O mercado de NFTs só cresce — seja no Brasil ou no mundo. Por isso, é uma boa alternativa para quem quer entrar no mundo cripto e experimentar novos investimentos.

Por exemplo, de acordo com dados divulgados pela Decrypt, o volume comercializado no terceiro bimestre de 2021 foi maior que US$ 10 bilhões — um aumento de 704% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O NFT mais caro até hoje foi adquirido por quase 30 mil colecionadores juntos — uma peça do artista conhecido como Pak, chamada de The Merge.

O valor? A incrível quantia de US$ 91,8 milhões.

Já no caso das coleções, lembra que mencionamos os CryptoPunks? Hoje, em 2022, há outra coleção que se tornou mania entre os colecionadores e famosos, o Bored Ape Yacht Club.

De acordo com matéria da revista Exame, o cantor Justin Bieber comprou um NTF do Bored Ape por um valor de quase R$ 7 milhões.

E existem brasileiros embarcando nessa mania? Sim! Os NFTs do Neymar, por exemplo, atraem a atenção de muitos.

O investimento mais recente do jogador brasileiro também foi em um NFT do Bored Ape, pagando a quantia de cerca de R$ 6 milhões.

Por quais motivos as pessoas compram NTFs?

Agora, por qual motivo as pessoas estão comprando NFTs e tornando esse mercado um destaque hoje em dia? Existem alguns motivos!

O principal talvez seja a exclusividade: parte-se do princípio que cada NFT é único, independente das informações que carregue.

Ou seja, a arte, documento ou ativo a qual está vinculado, não existe em outro lugar — ao menos, no ambiente digital.

Porém, existem outras razões, confira:

Influência de celebridades

Como mencionamos anteriormente, várias celebridades estão embarcando na mania de NFTs.

Famosos exercem grande poder de influência nas pessoas — e não há novidade aqui. Logo, colecionadores de todos os tipos se interessam e querem fazer parte do mesmo movimento.

Além disso, há celebridades não apenas comprando NFTs, mas as criam, o que atrai a atenção de seus fãs e seguidores.

Benefícios para membros

É comum que, quem compre um NFT de uma coleção, obtenha benefícios específicos.

Hoje, há marcas que utilizam os NFTs para garantir acessos premium a seus membros — servindo quase como tickets digitais.

Assim, esses membros podem ter acesso exclusivo ou antecipado a produtos, serviços e eventos promovidos pelas marcas.

Pertencimento a uma comunidade 

Por fim, os NFTs prezam muito pela comunidade de membros que compraram os tokens.

Em relação aos benefícios oferecidos, já mencionamos alguns exemplos acima.

No entanto, há também movimentos de pessoas que se unem para discutir os NFTs e ensiná-las aos interessados.

Como comprar NFTs?

Os NFTs podem ser comprados em marketplaces dedicados ao tema, que podem ser acessados de qualquer navegador. Basta conectar a carteira de criptomoedas à página, escolher a NFT e realizar a transação.

O principal marketplace de NFT atualmente é o OpenSea.

Nesse processo, é preciso ficar ligado a alguns detalhes, como as taxas conhecidas como “gas fees“.

Essa é uma taxa que varia diversas vezes, em todos os marketplaces.

Ela tem relação com a mineração do NFT, contabilizando a energia computacional utilizada para processar a transação via blockchain.

NFTs: onde comprar no Brasil?

Se você é um interessado em investir em NFTs aqui no Brasil, saiba que pode acessar diferentes marketplaces para efetuar a compra dos seus!

Um deles, como mencionamos, é o OpenSea, que agrega NFTs de todo o mundo e pode ser considerado o maior deles.

No entanto, há outros nomes que podem ser considerados, como:

  • Zora;
  • Rarible;
  • FTX NFT;
  • Magic Eden;
  • Coinbase NFT.

Como fazer NFT art?

Ficou interessado no assunto e quer aprender como fazer NFT art? Bom, existe um passo a passo que você pode seguir.

O primeiro conceito que você deve compreender é “minting”, que é utilizado para descrever quando alguém se torna o primeiro dono de um NFT após uma transação no blockchain.

Agora, é hora de entender como criar seu NFT e vendê-lo. Vamos lá?

1. Escolha o ativo que quer tornar em NFT

Você pode escolher uma pintura, imagem, música, colecionável de videogame, meme, GIF ou até mesmo um tweet.

O que importa é que um NFT seja um item digital exclusivo, com um único proprietário.

É preciso ter a propriedade intelectual sobre o ativo.

2. Escolha seu blockchain

Depois de selecionar seu ativo digital, é hora de iniciar o processo de criação do NFT.

Isso começa determinando a tecnologia blockchain que você pretende usar para o seu NFT. O mais popular entre os artistas e criadores de NFT é o Ethereum (CRYPTO:ETH).

3. Configure sua carteira digital

Se você ainda não possui uma carteira digital, é preciso criar a sua. Afinal, é nela que você receberá o valor de uma eventual venda do NFT — bem como precisará dela para custear alguns gastos relativos a esse processo.

É importante também comprar algumas criptomoedas.

As principais carteiras NFT são a Math Wallet, AlphaWallet ou Trust Wallet.

4. Selecione seu marketplace

Depois de ter uma carteira digital e criptomoedas, é hora de escolher um marketplace — onde você irá anunciar o NFT.

O OpenSea é um dos principais, pois permite transações em diferentes criptomoedas, bem como possibilita que você crie seu NFT dentro da plataforma.

Normalmente, esse processo se dá ao realizar o upload do arquivo na plataforma, o que o torna um NFT — o que também pode gerar alguns custos, então fique ligado.

Aliás, lembre-se de integrar sua carteira digital à conta do marketplace!

Por fim, você pode diversificar o processo de vendas, dependendo da política do marketplace. É possível estabelecer um preço fixo, um leilão cronometrado, entre tantas outras maneiras!

Quais são os NFTs mais valiosos do mercado?

Os NFTs podem chegar a valores exorbitantes — e por isso atraem tanto a atenção das pessoas! Mas você já sabe quais os mais valiosos hoje em dia?

O primeiro nós mencionamos anteriormente: ‘The Merge’ do artista Pak, que foi adquirido por um grupo de investidores por um valor de mais de US$ 91 milhões em dezembro de 2021.

O segundo é uma colagem com as 5.000 obras do artista Beeple, intitulado ‘Everydays: The First 5000 Days‘ e custou quase US$ 70 milhões.

O terceiro NFT mais valioso também foi criado por Beeple, mas é uma escultura híbrida (mistura de físico com digital), chamada de ‘Human One’. O valor foi de quase US$ 30 milhões.

Vale a pena investir em NFTs?

Após explodir em popularidade, muitos se interessaram em entrar no mercado de NFTs. Mas afinal, investir nesses tokens realmente vale a pena?

A resposta depende, especialmente porque falamos de um mercado muito novo e prematuro.

O investidor Vignesh Sundaresan, que comprou o NFT de ‘Everydays: The First 5000 Days’, afirmou em entrevista para a CNBC que NFTs armazenam valor real e representam uma transformação na forma que o mundo vê a arte.

Para os investidores, um NFT pode também ser uma maneira de diversificar a sua carteira: já que ele pode comprar um NFT de uma arte por um valor X e vender por duas, três, dez ou cem vezes esse valor, algum tempo depois.

Quais são os riscos do mercado de NFTs?

Existem alguns riscos atrelados ao mercado de NFTs que são discutidos por quem investe e por aqueles que se interessam no assunto.

Um deles é o risco do NFT simplesmente sumir: por ser um ativo digital, ele depende de um banco de dados.

E se alguma catástrofe atingir o banco de dados e abalar o blockchain? Há certos questionamentos sobre isso.

Outra questão é a segurança:

Recentemente, o OpenSea divulgou que alguns poucos usuários (17, para ser exato) sofreram um ataque de phishing que os fez perder cerca de US$ 1,7 milhões em NFTs.

Porém, talvez o principal problema relacionado aos NFTs (e criptomoedas em geral) seja o seu impacto ambiental.

Sim, um ativo digital pode impactar o meio ambiente!

Tudo porque minerar criptomoedas é uma tarefa que depende de amplo esforço energético.

Estima-se que, atualmente, a mineração de criptos como Bitcoin e Ethereum gere 36 milhões de toneladas de CO2 ao ano.

De acordo com dados da CNBC, é o equivalente à pegada de carbono de países como a Nova Zelândia.

NFTs e Criptomoedas: quais são as diferenças?

A principal diferença entre NFTs e criptomoedas é a questão de uma ser “não fungível” e outra ser “fungível”.

Ou seja, você pode enviar 1 Ethereum ou 1 Bitcoin a uma pessoa e ela pode enviar de volta a você (ou 1,2 Bitcoin, por exemplo). Criptomoedas são divisíveis e compartilháveis.

O mesmo pode se dizer de meios como os pagamentos digitais, Real Digital ou dinheiro físico.

Já os NFTs não são divisíveis. Você não pode enviar uma parte de ingresso de cinema a alguém, certo? A lógica é a mesma.

Desse modo, 1 Bitcoin aqui no Brasil é o mesmo que 1 Bitcoin no Japão — e tem o mesmo valor, muito embora ele flutue de acordo com o mesmo.

No entanto, nenhum NFT é igual a outro: um NFT comprado por um colecionador aqui no Brasil jamais será o mesmo que um NFT comprado por alguém no Japão.

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Conclusão

Hoje, fortunas são negociadas em NFTs, sacramentando a tendência em um mercado real e promissor.

A empolgação em torno dos ativos digitais os fazem atingir preços altíssimos e podem significar uma oportunidade de negócios!

Porém, como todo investimento, há riscos a serem considerados.

E você, gostou de aprender mais sobre NFTs? Então continue de olho em nosso blog para ler mais conteúdos sobre as inovações do mercado!

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