Open Finance: o que é, para que serve, benefícios e mais!

Equipe TOTVS | 01 julho, 2022

O Open Finance é a nova e última fase de implementação do Open Banking no Brasil, que promete revolucionar o sistema bancário brasileiro e oferecer oportunidades às pessoas físicas e jurídicas.

Mas, afinal, o que é Open Finance e por que tanto pessoas quanto empresas devem entender o tema?

O conceito nós explicaremos a seguir, mas a importância podemos resumir como o novo panorama das relações entre clientes e instituições financeiras no Brasil.

E, claro, para líderes de negócio, significa uma nova porta se abrindo, com diferentes possibilidades que podem contribuir para a estabilização do caixa ou de seu potencial de investimentos.

Que tal entender mais? Preparamos um conteúdo completo contando em detalhes tudo sobre o Open Finance. Boa leitura!

O que é Open Finance? Para que serve?

Open Finance trata-se de uma evolução do conceito de Open Banking, em que é possível compartilhar dados não somente com bancos, mas com terceiros, operações de câmbio, casas de investimentos, seguros, entre outros.

Vamos nos aprofundar no conceito de Open Banking posteriormente, mas vale relembrar que essa iniciativa abriu o compartilhamento de dados entre instituições bancárias.

O objetivo era melhorar a experiência geral dos clientes PJ e PF, possibilitando a criação de soluções personalizadas.

O Open Finance serve como uma próxima etapa nessa jornada, possibilitando que qualquer pessoa física ou jurídica possa liberar sua “pegada” de dados financeiros (histórico, poupanças, empréstimos, seguros, crédito, entre outros) para terceiros confiáveis com integração via API.

Ou seja, se antes, no Open Banking, o intuito era evoluir o nível de serviços bancários, com o Open Finance o objetivo é transformar todo cenário econômico.

Não por menos, oficialmente, o Open Finance é a última etapa da jornada de implementação do Open Banking no Brasil.

No fim de março de 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a Resolução que lança oficialmente o projeto Open Finance (Finanças Abertas).

Nas palavras do próprio BCB:

“Essa ação reforça a evolução do modelo brasileiro do Sistema Financeiro Aberto, que passará de uma iniciativa tradicional de Open Banking puramente voltada para dados e serviços relacionados a produtos bancários tradicionais para configurar-se como uma estratégia mais ampla, abarcando dados sobre outros serviços financeiros como de credenciamento, câmbio, investimentos, seguros e previdência.”

Como funciona o Open Finance?

Como o Open Finance é uma evolução do que já vinha sendo feito, o funcionamento segue a mesma linha: o cliente como protagonista de sua vida financeira, posicionando-se como dono de seus dados financeiros.

Assim, em uma realidade de Finanças Abertas, o cliente pode escolher (ou seja, não é algo forçado, mas sim fruto de uma escolha da pessoa ou empresa) compartilhar dados com instituições bancárias ou terceiros confiáveis.

O acesso a essas informações permite que essas organizações possam analisar com maior precisão a situação do cliente, oferecendo acordos personalizados e melhor adequados à sua realidade.

Para entender melhor, preparamos um exemplo:

Victor já é cliente de um Banco A há vários anos, mas quer mudar de ares e abrir uma conta corrente no Banco B.

Em uma realidade de Finanças Abertas, Victor pode acionar o Banco B e dar sua permissão para que o Banco A compartilhe todo seu histórico bancário.

Desse modo, o Banco B pode conhecer melhor o perfil, histórico e movimentações de Victor, possibilitando produtos e serviços financeiros personalizados para o seu perfil.

Agora, não apenas a bancos se reservam as vantagens.

Digamos que Victor queira comprar uma televisão em um e-commerce, mas o preço é elevado por ser um modelo novo no mercado.

Com o sistema econômico aberto, a própria loja virtual pode oferecer opções de financiamento dos produtos.

Assim, Victor tem a opção de autorizar que determinada instituição acesse seus dados para oferecer opções de financiamento mais adequadas à sua realidade, com melhores taxas, por exemplo.

Quais instituições podem participar do Open Finance?

O próprio Banco Central do Brasil define quais os participantes do ecossistema do Open Banking, inclusive com uma lista que divide as empresas por modalidades, como:

  • Instituição transmissora / receptora de dados
  • Instituição prestadora de serviço de iniciação de pagamentos
  • Instituição detentora de conta
  • Correspondente de crédito

Essas são empresas obrigadas a participar das etapas de implementação do programa, como os grandes bancos.

No entanto, na fase de Finanças Abertas, a participação é voluntária e as empresas podem entrar ou não no programa.

Com isso, instituições como corretoras de valores, de seguros, casas de investimentos, fundos de pensão e previdência, precisam efetuar o registro junto ao BCB e disponibilizar uma API para que o sistema funcione.

A importância do Banco Central na implementação desse sistema financeiro

O Banco Central é o órgão regulador que faz a supervisão e fiscalização da jornada para o Open Banking e do sistema econômico aberto no Brasil.

É o órgão por trás de outras inovações no sistema econômico brasileiro, como o Real Digital.

Assim, é o BCB quem estabelece regras e define o cronograma de etapas de implementação, bem como os princípios, objetivos e estrutura de governança relativos ao escopo inicial do projeto.

Além disso, o BCB atua como mediador de padrões tecnológicos e processos operacionais sugeridos pelas empresas participantes.

Desse modo, o órgão se responsabiliza por determinar as regras de adequação, bem como por garantir que o novo sistema financeiro aberto siga as diretrizes da LGPD.

Um panorama sobre o Open Finance no Brasil

No Brasil, o panorama do sistema financeiro aberto ainda é o mesmo: evolução e adequação. A boa notícia é que a implementação gradual caminha conforme o cronograma.

De acordo com a IN N° 205, os ciclos para abertura do sistema financeiro foram/são:

  • 15 de dezembro de 2021 a 4 de março de 2022: seguros, previdência complementar aberta e capitalização
  • Até 11 de março de 2022: serviços de credenciamento em arranjos de pagamento
  • Até 18 de março de 2022: operações de câmbio
  • Até 25 de março de 2022: contas de depósito a prazo e outros produtos de investimento.

Ou seja, desde o fim de 2021, as instituições participantes do sistema econômico aberto estão se registrando no programa, realizando a certificação funcional das APIs de produtos que serão compartilhados.

Esse cronograma é essencial para que as APIs sejam verificadas e nenhuma falha possa expor dados tão sensíveis como os financeiros.

Vale lembrar que estas etapas se referem à quarta e última fase de implementação do Open Banking, que teve início no começo de 2021.

O Open Finance é seguro?

Na teoria, o Open Finance é extremamente seguro, pois as empresas participantes vão precisar cumprir uma série de requisitos e obrigações para proteger os dados movimentados.

Além disso, o BCB prevê sanções, multas e punições administrativas graves para empresas que falharem nessa obrigação.

Quais os benefícios do Open Finance?

Agora, quais os reais benefícios de um sistema econômico aberto, em que os dados financeiros podem ser compartilhados com instituições bancárias e empresas participantes deste ecossistema?

Separamos os principais para você conferir, veja só:

Economia para o consumidor

O consumidor poderá aproveitar de produtos e serviços financeiros personalizados, o que lhes dará a chance de acessar taxas de juros mais baixas ou contas com adicionais exclusivos.

Autonomia para controlar seus dados financeiros

Com o sistema econômico aberto, os consumidores se tornam protagonistas de seu histórico e de suas informações financeiras.

Assim, possuem autonomia para permitir que instituições e terceiros confiáveis os acessem ou não.

Migração facilitada entre empresas 

Ao estabelecer um programa único para as empresas participantes, o BCB facilita a migração de dados, que deve acontecer por meio de APIs seguras e bem desenvolvidas.

Cenário propício para criação de novas soluções

Tudo isso contribui para que o sistema econômico aberto sirva de inspiração para que novas soluções, serviços e produtos financeiros sejam criados e incorporados ao dia a dia do brasileiro.

É uma oportunidade tanto para clientes PF e PJ, como para instituições bancárias, terceiros confiáveis e empresas de tecnologia que figuram no meio de campo, como techfins e fintechs.

Nova call to action

Como as empresas podem se beneficiar desse sistema?

Para as organizações, certamente ocorrerá um aumento da competitividade, já que pequenos players poderão oferecer serviços tão competentes como grandes bancos.

Além disso, a abertura do sistema econômico vai ampliar a atuação dessas empresas, atingindo novas audiências, como os desbancarizados, por exemplo.

Outro ponto é que a parceria de instituições com empresas de tecnologia, como techfins, só tem a modernizar seus processos e melhorar a oferta de serviços e produtos aos seus próprios clientes.

Quais são as desvantagens do Open Finance?

Agora, existem também algumas desvantagens apontadas pelas experiências de mercado e previsões financeiras acerca das Finanças Abertas.

A principal é como esse cenário vai afetar pessoas em má situação financeira, já que a análise de seus dados pode transparecer uma situação desfavorável.

E, claro, é algo que pode piorar o acesso a crédito com taxas acessíveis ou vetar o uso de determinados serviços.

Além disso, há a questão da educação: o ponto positivo da autonomia é, justamente, a possibilidade de decidir quando compartilhar dados.

No entanto, as pessoas sabem o que isso implica? Ou seja, estão educadas o suficiente? Essa é uma das preocupações acerca da implementação desse sistema econômico.

Open Banking e Open Finance: como se relacionam?

O Open Banking e o Open Finance são estritamente relacionados, sendo que o último é a evolução do primeiro. É como a continuação da jornada, que visa democratizar o sistema econômico.

Enquanto o Open Banking serviu para abrir as possibilidades do compartilhamento de dados entre instituições bancárias, as Finanças Abertas vão trabalhar a partir deste ponto.

Mas agora, o objetivo é nivelar todo cenário econômico, de modo que os consumidores comuns passem a usufruir de jornadas financeiras mais personalizadas.

Expectativas quanto ao futuro do Open Finance

Um sistema econômico aberto tem o potencial de transformar a vida financeira das pessoas, especialmente no Brasil e na América Latina como um todo.

De acordo com o relatório Panorama do Open Banking na América Latina, pouco mais da metade dos adultos latinoamericanos possuem contas bancárias.

Ou seja, há um enorme potencial para empresas financeiras — não necessariamente bancos — conquistarem seu lugar na rotina das pessoas, oferecendo serviços e benefícios customizados.

O papel da tecnologia para garantir mais competitividade às empresas

Nesse estágio da implementação do sistema econômico aberto, a tecnologia cumpre papel essencial.

Os fornecedores, além de habilitarem as plataformas de API, serão os responsáveis por desenvolverem as infraestruturas que vão tornar a transição para o novo cenário econômico.

E, claro, é a partir da tecnologia que as instituições poderão oferecer novos serviços e produtos aos clientes, bem como melhorar vários aspectos do seu negócio.

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Conclusão

O Open Finance é o próximo passo da evolução promovida pela Open Banking.

E mesmo que muitos players do mercado já estejam a par do último conceito, adotar e fazer parte do sistema econômico aberto agora pode configurar um excelente diferencial competitivo.

Agora, que tal evoluir sua organização e processos, tornando-se referência para clientes e melhorando seus resultados?

Esperamos que esse artigo ajude você a compreender mais sobre o sistema econômico aberto.

Para seguir aprendendo sobre temas como esse, fique de olho em nosso blog e assine a newsletter!

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