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Movimento de recuperação do preço dos fretes continua

28/03/18 - por TOTVS
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Os números consolidados do transporte rodoviário de carga confirmam que a recuperação do setor começou. Segundo dados da Associação Nacional de Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística) e da Agência Nacional de Transporte de Carga indica que a defasagem no preço dos fretes recuou em 2017. 
Esse índice, que já chegou a 23% nas cargas lotação caiu para 22,60% no final do ano passado. E nas cargas fracionadas, que já estiveram defasadas em 20% no auge da crise, o indicador caiu para 13,95%.

Na avaliação do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), o resultado é um sinal de que o pior da crise passou. Durante o período de recessão cerca de 30 mil transportadoras fecharam as portas, segundo levantamento da ANTT. 

O bom resultado das cooperativas de transporte de carga também reflete a recuperação do mercado. As 305 cooperativas do segmento fecharam 2017 com uma alta de 14,2% no faturamento, e apresentaram crescimento de 5% e 3,5% em volume de carga e frota, respectivamente, um desempenho muito acima do PIB no período.

Outro sinal do aquecimento no transporte rodoviário de cargas é o mercado de caminhões seminovos. No auge da crise, eles eram vendidos com descontos de 20% a 25% da Tabela Fipe. Hoje, já não é possível comprá-los com desconto, porque não há caminhões novos para pronta entrega. 

Mais eficiência
O presidente do Setcesp, Tayguara Helou, está otimista. Para ele, o cenário de inflação controlada e crescimento do PIB favorece o transporte rodoviário de carga, que cresce ou se retrai duas a três vezes mais do que o ritmo da economia. Para ele, a crise foi muito ruim para o setor, mas ao mesmo tempo serviu para sacudir as empresas e fazer com que buscassem mais eficiência em seus processos. 

Empresas como a paranaense Cargolift, por exemplo, buscaram investir em tecnologias para aumentar a eficiência e enfrentar a crise. A transportadora integrou seus sistemas com o ERP dos clientes e usou soluções digitais de gestão de frotas e roteirização de entregas para que seus caminhões rodassem mais carregados e por menos quilômetros.

Os investimentos tecnológicos foram extremamente importantes para reduzir o custo das empresas no momento da crise. E será importante para que os transportadores aproveitem melhor o impulso da recuperação econômica. 

Soluções tecnológicas
Também vale lembrar que apesar da recuperação inicial, os fretes continuam defasados, ou seja, não dá para baixar a guarda na gestão dos custos. E a tecnologia ajuda a simplificar essa tarefa, controlando todas as variáveis envolvidas, como mão de obra, combustíveis, armazenagem, manutenção e gastos tributários, entre outros. 

Além das já citadas soluções de roteirização e gestão de frotas, também há outras ferramentas que podem impulsionar a produtividade da transportadora. Como sistemas de telemetria que permitem controlar em tempo real as condições de direção, o comportamento dos motoristas e monitorar a necessidade de manutenção, por exemplo. 

Ou seja, não é por falta de opções tecnológicas, que as empresas de transporte vão deixar de aproveitar – com o máximo de eficiência – a recuperação do mercado brasileiro.
 

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