A autogestão como fator de competitividade para o atacado distribuidor

Equipe TOTVS | Biblioteca | 29 outubro, 2015

Dentre os desafios enfrentados pelos principais executivos das empresas do setor atacadista distribuidor, um deles se destaca: conseguir direcionar mais tempo para tratar de assuntos estratégicos do negócio. É comum, entretanto, que eles se envolvam demasiadamente nas atividades do dia a dia, dando orientações aos gestores, no sentido de ajudá-los a conduzir situações operacionais. O resultado é que sobra pouco tempo para pensar em ações estratégicas, focadas na continuidade e no futuro da empresa.

Como fazer para dar mais autonomia e levar os gestores e seus times ao alto desempenho? Qual o caminho para que os líderes atuem de forma segura e as atividades operacionais fluam sem precisar da interferência constante dos diretores do atacado distribuidor?

Um dos caminhos para atingir esses propósitos é a autogestão (ou autogerenciamento), conceito que surgiu em uma fábrica da Volvo, nos anos 90 e é definido pela FIXE (consultoria especialista em gestão de projetos) como “grupo de trabalho pequeno que divide a responsabilidade pela execução de uma tarefa, e onde pressupõe-se que os membros tenham capacidade e autoridade para supervisionar a si mesmos”.

O objetivo é garantir mais autonomia às equipes organizadas para serem mais produtivas e ágeis. Afinal, “empresas mais ágeis aumentam suas receitas 37% mais rápido e geram lucros 30% maiores do que empresas não ágeis” (de acordo com dados do MIT (Massachusetts Institute of Technology), divulgados pelo relatório Pulse of the Profession 2015).

O papel da organização nesse contexto é dar o suporte ao desenvolvimento dos profissionais, orientando sobre os objetivos da empresa, para que todos entendam o significado e a importância do seu trabalho nos resultados do distribuidor, e saibam claramente quais são as suas responsabilidades no processo. A autogestão dá ao funcionário novas possibilidades de desenvolvimento profissional, justamente pela autonomia que propõe, permitindo que ele desenvolva suas próprias estratégias para alcançar as metas estabelecidas.

No começo da atuação desse time, ele vai precisar ganhar confiança para tomar decisões. Por isso, é importante que a empresa garanta o acesso à informação de qualidade e atualizada, investindo em soluções de tecnologia que forneçam os dados da maneira mais prática possível. Com esse respaldo, a equipe autogerenciada vai ganhando autonomia para conduzir o trabalho, solicitando o apoio do gestor apenas em questões pontuais. Do lado do colaborador devem estar o comprometimento e a entrega às suas atividades, para chegar no resultado esperado pela empresa.

Uma excelente solução de Business Intelligence (BI) torna esse processo muito mais dinâmico, permitindo que os funcionários (de todos os níveis hierárquicos) acompanhem a evolução dos indicadores, com informação sempre atualizada, e consigam analisar os resultados e possíveis desvios para tomar ações imediatas.

Em outras palavras: autogestão é colocar informação na mão de quem está na ponta do processo, permitindo que esse profissional tenha segurança e autonomia para tomar as decisões necessárias no menor tempo possível. Veja, por exemplo, como a equipe de vendas pode acompanhar pelo painel do BI seus principais indicadores:

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De uma forma bem prática e visual, os encarregados pelos processos operacionais são capazes de identificar em qual ponto do trabalho há desvio e analisar quais ajustes devem ser executados, sem que o diretor da empresa tenha que avisá-los de que algo não vai bem. Utilizando a tecnologia de BI, a função dos principais executivos é de mentores das equipes, direcionando a estratégia, mas não o dia a dia.

Perceba que aqui a dinâmica do trabalho muda completamente e é o ponto de virada do seu negócio para um desempenho acima da média. Equipes devidamente orientadas quanto à estratégia e constantemente “alimentadas” com a informação de qualidade que o BI traz, tomam decisões mais rápidas e eficientes impactando diretamente no resultado da companhia.

Para se ter uma ideia de como a autogestão é um movimento global e que traz resultados práticos de verdade, a revista Exame publicou uma reportagem dizendo que, nos Estados Unidos, já são mais de 40% os profissionais denominados “profissionais do conhecimento”, ou seja, que usam mais suas habilidades de julgamento do que a força física para executar tarefas.

O conceito de autogestão pode ser aplicado em todos os departamentos, aumentando a satisfação do cliente e reduzindo a rotatividade de pessoal, porque melhora o nível de serviço e a motivação. Com a solução certa de BI, os principais executivos do distribuidor podem focar na estratégia e ter a tranquilidade de que o trabalho operacional está sendo gerenciado pelo time.

Continue acompanhando nosso blog para se conectar com as principais informações e tendências do segmento atacado distribuidor. Até o próximo post!

Brunno Barbosa
Gestor de Oferta – Inteligência de Negócio
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