O que é e como funciona a classificação de risco na saúde?

Equipe TOTVS | GESTÃO PARA INSTITUIÇÕES DE SAÚDE | 28 setembro, 2020

A classificação de risco é muito utilizada em equipamentos de saúde públicos e privados, proporcionando mais agilidade no atendimento. Contudo, você sabe exatamente como ela funciona? Neste artigo, abordaremos mais o assunto, falando sobre as vantagens dessa classificação e sua importância.

O que é classificação de risco?

A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para fazer uma avaliação inicial do paciente e determinar se ele precisa de um atendimento mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras informações.

Essa triagem é uma adaptação do método utilizado pelos militares americanos nas guerras do século XX. Dessa forma, as pessoas que estão em estados mais críticos e dependem de um atendimento para que não haja um agravamento de sua saúde podem ser acolhidas primeiro.

No Brasil, a classificação mais comum é o Protocolo de Manchester, que utiliza cinco cores para identificar o grau de cada paciente. Geralmente, elas são: vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. A cor vermelha representa os casos mais graves, e a azul, os mais leves.

Essa identificação visual já é usada na maior parte dos equipamentos de saúde pelo mundo, como clínicas particulares e hospitais. Diversos fatores são levados em consideração para determinar a classificação de risco em cores, como dor, sinais vitais, pressão, sintomas, entre outros.

Tipos de classificação de risco

Além do Protocolo de Manchester, há outros tipos de classificação de risco que são utilizados nos hospitais. Veja:

Australasian Triage Scale

A classificação Australasian Triage Scale é baseada em algumas prioridades determinadas na década de 1970. A triagem é feita a partir de fatores clínicos e comportamentais do paciente. As categorias são:

  • Categoria 1: imediata ameaça à vida;
  • Categoria 2: iminente ameaça à vida;
  • Categoria 3: potencial ameaça à vida;
  • Categoria 4: casos potencialmente sérios,
  • Categoria 5: casos menos urgentes.

Canadian Triage and Acuity Scale

Já a classificação Canadian Triage and Acuity Scale determina um nexo entre sintomas e diagnósticos, baseando-se na International Classification of Diseases, escala usada por médicos para fazer a catalogação de doenças. Suas categorias são:

  • Nível 1: azul – reanimação: atendimento imediato;
  • Nível 2: vermelho – emergente: 15 minutos;
  • Nível 3: amarelo – urgente: 30 minutos;
  • Nível 4: verde – menos urgente: 60 minutos,
  • Nível 5: branco – não urgente: 120 minutos.

Emergency Severity Index

Esta classificação de risco indica os casos que devem receber prioridade por meio de um fluxograma que não especifica o tempo de espera. Veja quais são as suas categorias:

  • Emergência;
  • Urgência;
  • Sintomas de doenças agudas, com possível risco a órgãos e sistemas;
  • Queixas crônicas menos graves,
  • Pacientes estáveis.

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Qual a importância dessa classificação para o atendimento?

A classificação de risco hospitalar passou a ser adotada justamente para evitar que os pacientes mais graves tivessem que esperar mais pelo atendimento do que os casos mais leves. Assim, é possível evitar o agravamento do quadro de saúde, inclusive o falecimento de pessoas na fila de espera.

Além disso, com esse tipo de triagem, é possível evitar o congestionamento de pacientes nas salas de emergência dos hospitais. Dessa forma, as pessoas que estão aguardando também podem saber quanto tempo levará para serem atendidas.

Vale destacar que é preciso que os profissionais de saúde responsáveis pelas triagens estejam atentos tanto ao grau de sofrimento físico, quanto psíquico dos pacientes. Isso porque, muitas vezes, o usuário que chega ao acolhimento sem sinais visíveis de problemas físicos, mas muito angustiado, pode ter mais urgência no atendimento e um nível maior de risco e vulnerabilidade. 

Como a tecnologia pode ajudar na classificação de risco?

Após saber mais sobre o que é classificação de risco e como esse processo funciona, é possível entender a importância de investir para que ele seja feito da melhor forma. Por este motivo, implementar tecnologias que dão apoio à triagem pode facilitar a classificação de atendimento. 

Inovações, como o sistema de gestão para instituições de saúde, podem auxiliar a automatização de processos. Então, o atendimento se dá de forma mais organizada e ágil. Um exemplo é o prontuário eletrônico, que unifica as informações do paciente em apenas um lugar, facilitando o acesso desde a entrada do usuário.
 
Portanto, todos os profissionais de saúde que atenderem o paciente já terão seu histórico em mãos. Veja nosso artigo sobre o software de saúde e entenda mais sobre os benefícios dessa tecnologia.

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