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Como a Internet das Coisas permite um salto de qualidade no atendimento

26/03/18 - por TOTVS
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A tecnologia de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) vem crescendo exponencialmente. A conexão dos mais diferentes tipos de equipamento à Internet deve fazer com que cerca de 50 bilhões de aparelhos estejam ligados à rede em 2020, segundo previsão da consultoria Gartner. E o potencial de uso dessa tecnologia no setor de saúde é gigantesco, especialmente na melhoria da qualidade do atendimento.
Em primeiro lugar, a Internet das Coisas pode ser aplicada ao monitoramento de pacientes. Os aparelhos conectados a ele, ligam-se à Internet e fornecem em tempo real informações sobre suas condições: temperatura corporal, batimentos cardíacos, glicose no sangue, nível de oxigenação. Tudo pode ser medido à distância. 

Isso aumenta a eficiência do serviço nos hospitais, especialmente nas Unidades de Tratamento Intensivo. Também torna mais eficiente os serviços de homecare. Estima-se que o uso do IoT em todo seu potencial possa reduzir em até 50% o custo de tratamento de doenças crônicas, por exemplo.

A melhoria no bem-estar geral dos pacientes também está vinculada ao modo como são usados os equipamentos na instituição de saúde. Com a Internet das Coisas é possível monitorar condições de uso dos aparelhos e controlar desde a temperatura do quarto ao uso das estações de higienização das mãos. 

Acompanhar o uso e as condições dos equipamentos também permite incorporar práticas mais efetivas de manutenção. Isso inclui a chamada manutenção preditiva, em que sistemas de Inteligência Artificial analisam as condições da máquina e apontam a necessidade de corrigir problemas. Com isso, o hospital pode preservar equipamentos importantes e mantê-los disponíveis o maior tempo possível para atender os pacientes. 

Controle de medicamentos
A tecnologia de IoT melhora ainda a gestão de estoques e ativos nas instituições de saúde. A qualidade no controle de entrada e saída de medicamentos se torna muito mais efetivo, assim como o controle de aplicação, o que reduz consideravelmente a possibilidade de erros médicos.

A conexão dos aparelhos de monitoramento à Internet também permite que traçar o histórico de evolução dos dados do paciente e incorporá-lo ao prontuário eletrônico. Tal prática pode evitar erros de preenchimento e ajudar os médicos a recuperar a trajetória de evolução do paciente de forma automática e à distância. 
Além disso, a grande massa de dados coletada pelos equipamentos de IoT nos aparelhos médicos pode alimentar sistemas de Big Data e analisadas em plataformas de Inteligência Artificial. Esse volume de informações servirá de base para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e menos invasivos no futuro.

Alto nível de adesão
Não por acaso, o setor de saúde é um dos que possuem maior adesão à nova tecnologia. Uma pesquisa da Aruba Research, subsidiária da Hewllett-Packard, com 3 mil organizações de saúde internacionais, aponta que 60% delas já adotaram a tecnologia de Internet das Coisas em suas instalações. 

Entre as organizações pesquisadas que já usam o IoT em suas instalações, 8 em cada 10 disseram ter havido melhoria em inovações. E 73% disseram que a tecnologia reduziu custos em suas organizações. Um motivo a mais para colocar a Internet das Coisas no seu radar nos próximos anos.
 

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