O que é API? Saiba tudo sobre essa tecnologia!

Afinal, o que é API? Na prática, trata-se de uma série de regras e protocolos que permitem que softwares e sistemas digitais se comuniquem entre si. Os sistemas e os softwares utilizados pelas empresas precisam contar com integração via API com outras soluções, para que o uso de determinada tecnologia possa ser potencializado. Estar aberto …

Equipe TOTVS | 14 outubro, 2022

Afinal, o que é API? Na prática, trata-se de uma série de regras e protocolos que permitem que softwares e sistemas digitais se comuniquem entre si.

Os sistemas e os softwares utilizados pelas empresas precisam contar com integração via API com outras soluções, para que o uso de determinada tecnologia possa ser potencializado.

Estar aberto às inovações complementares que surgem no mercado é essencial para absorver as melhores práticas e alcançar bons resultados.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue com a leitura deste artigo!

O que é API?

API (Application-Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicação) diz respeito às instruções, aos padrões de programação e às rotinas que trabalham juntas no acesso a um aplicativo de internet.

A partir da integração via API, é possível que diferentes softwares, máquinas e aplicações compreendam novas instruções, interpretando informações e fazendo a integração com várias plataformas. Entre os tipos de APIs mais comuns, estão: REST, SOAP, XML-RPC e JSON-RPC.

Com a integração via API, é possível trocar informações e tornar a automação de processos mais fácil. Algumas das tarefas que podem ser automatizadas por meio da integração de sistemas são: 

Como essa tecnologia surgiu?

A primeira vez que o termo API apareceu foi no artigo de Ira W. Cotton, publicado em 1968 e intitulado como “Estruturas e técnicas de dados para computação remota”.

Ou seja, as APIs são muito mais antigas do que parecem ser.

Na verdade, elas surgiram antes mesmo do desenvolvimento e comercialização dos computadores pessoais (PCs), sendo utilizadas como bibliotecas para os SOs.

Neste cenário, a integração via APIs era aplicada em sistemas locais, enviando mensagens entre diferentes mainframes.

No entanto, com a evolução tecnológica, e especialmente no começo dos anos 2000, as APIs foram para além dos ambientes locais.

Justamente neste ano, algumas grandes empresas lançaram suas APIs baseados em protocolos abertos da web, como o eBay.

Com isso, desenvolvedores parceiros puderam integrar suas próprias aplicações a um dos maiores marketplaces do mundo, possibilitando novos negócios.

Hoje, a empresa possui uma grande e ativa comunidade de desenvolvedores com diversas APIs, que são livres e gratuitas para serem utilizadas.

Outra grande empresa que se destacou no lançamento de uma API foi o Twitter, em setembro de 2006.

Neste caso, foi uma resposta a um movimento de desenvolvedores que já estavam criando aplicativos paralelos sem autorização.

Porém, o Twitter viu o valor no envolvimento da comunidade e abriu a sua própria.

O que é API no mercado financeiro?

As empresas do mercado financeiro geralmente aproveitam as APIs para se conectar a várias exchanges e provedores de dados, entre outras organizações úteis para seus objetivos.

Pense no seguinte cenário: um grande banco que quer ampliar sua base de clientes, bem como oferecer novos recursos para fidelizar a base existente, sabe que uma forma de fazê-lo é por meio de serviços de investimento.

Como sua infraestrutura atual é limitada, criar toda mecânica de investimentos dentro de suas interfaces (Internet Banking e app) seria caro demais.

Por isso, o banco pode fechar com uma corretora terceirizada, e vincular seus serviços dentro de suas interfaces, por meio de uma API que conecte os serviços.

Assim, com uma API, é possível acessar automaticamente dados como a variação do dólar em tempo real ou executar negociações, como a compra de ações de determinados fundos ou na B3.

A API também permite que empresas financeiras ofereçam seus próprios serviços a desenvolvedores terceirizados.

Por exemplo, um aplicativo de ações pode usar uma API de um corretor para executar negociações.

Dessa forma, a tecnologia ajuda as empresas a fornecer uma experiência melhor para seus clientes, bem como a abrir novos fluxos de receita.

Para que serve uma API? 

Ao entender o que é API, fica fácil compreender para que serve. A tecnologia funciona como um garçom em um restaurante, que toma seu pedido (requisição) e traz o prato (resposta) da cozinha (banco de dados).

Dessa maneira, a API é usada por desenvolvedores para criar aplicativos, sites e serviços, bem como para acessar os dados de aplicações terceiras e estender sua gama de funcionalidades.

Na prática, a tecnologia serve para definir como os componentes de software devem interagir.

Ele fornece uma maneira para que aplicativos se comuniquem uns com os outros.

Por exemplo, se você estiver usando um aplicativo meteorológico em seu smartphone, o aplicativo usará uma API para solicitar dados de um serviço meteorológico.

Assim, a API define como os dados serão formatados e como os dois aplicativos trocarão informações.

As APIs são usadas para criar código modular e reutilizável que pode ser compartilhado entre projetos. Eles também ajudam a abstrair a complexidade, tornando mais fácil para os desenvolvedores trabalharem com grandes bases de código.

Quando usadas corretamente, as APIs podem tornar o desenvolvimento mais rápido e eficiente.

Como funciona uma API?

Você já aprendeu o que é API e como essa integração é um processo de conexão de duas ou mais aplicações que permitem que esses sistemas compartilhem dados.

Existem diferentes maneiras de realizar a integração — o que necessita de um entendimento técnico mais aprofundado.

Por exemplo, uma maneira mais simples de realizar esse processo é com plataformas de integração, que ajudam a conectar principalmente aplicações SaaS e sistemas.

Voltando ao exemplo do e-commerce e das operadoras de crédito, as APIs criam uma conexão entre os dois sistemas para que os dados fluam de uma empresa para a outra, de modo que o pagamento possa ser agilizado.

Além disso, existem processos conhecidos como “Conectores” (ou Connector Applications), que servem para facilitar a transferência de dados entre grandes plataformas e softwares.

E, claro, existem as integrações personalizadas, que respondem a necessidades específicas do negócio, e geralmente contam com códigos escritos do zero. Costuma ser mais cara.

As principais vantagens de uma API

Ao entender o que é API, fica fácil de compreender o porquê de a tecnologia ser tão importante.

Graças à API, o desenvolvimento de software de forma geral tornou-se muito mais fácil e rápido.

Desse modo, a tecnologia tornou possível desenvolver aplicativos poderosos que antes não eram possíveis, bem como trabalhar em plataforma cruzada — que podem ser executados em qualquer sistema operacional.

Além disso, é uma inovação fácil de aprender e usar graças à sua excelente documentação e suporte da comunidade.

Entre outros benefícios, podemos mencionar:

Gestão otimizada

Com a integração via API, desenvolver, adaptar e corrigir problemas relacionados às plataformas fica muito mais fácil, uma vez que, automaticamente, essas tarefas são executadas diretamente no sistema.

O resultado é o melhor aproveitamento de gestores e colaboradores, que podem se preocupar com demandas estratégicas e que exigem maior poder analítico, deixando atividades repetitivas a cargo da tecnologia.

Segurança e integridade de dados

Sistemas integrados fazem a troca e o compartilhamento de dados de forma segura. 

Nessa conexão, protegida por camadas de criptografia, a alimentação de informações representa um risco menor para a integridade dos dados, que podem ser considerados um patrimônio valioso para qualquer organização.

Além de garantir segurança ao banco de dados corporativo, há um controle de grupos de informações que podem ser acessadas pelas APIs, previamente aprovadas pelo gestor ou responsável pela área.

Comunicação clara

Como mencionamos ao explicar o que é API, é que sua documentação é construída a partir de dados vindos de diferentes fontes, que são tratados, para melhorar sua interpretação e aplicação em ações concretas no negócio.

Então, a comunicação é padronizada, independentemente do sistema que atua no momento.

Sistemas integrados garantem estratégias assertivas e colaborativas, somadas com soluções desenvolvidas por diferentes setores da empresa e até mesmo por terceiros. Tudo com clareza e objetividade.

Redução de custos

A integração via API também permite reduzir custos, pois, primordialmente, a empresa não precisa se preocupar em desenvolver todas as aplicações necessárias para o funcionamento de um projeto, bem como suas funcionalidades.

Ao implementar APIs já desenvolvidas, o tempo é utilizado da melhor forma possível, afetando positivamente quesitos como produtividade e retorno sobre investimento (ROI).

Aumento da fidelização de clientes

Com APIs, a empresa tem a oportunidade de aumentar o nível de inovação no seu produto ou serviço. É uma maneira de engajar a comunidade na melhoria das funções ou na adição de novos recursos.

Com isso, a organização se alinha mais rapidamente às necessidades do mercado — especialmente com as APIs Públicas.

Mais produtividade

Na medida em que a demanda por softwares continua a aumentar, as empresas estão procurando maneiras rápidas de prototipar e criar novos produtos.

Com a integração via API, as empresas têm em mãos um mecanismo diferenciado para agilizar o tempo de desenvolvimento. Assim, os desenvolvedores podem implementar rapidamente uma funcionalidade, em vez de criar todo um produto novo do zero.

Ao entender o que é API, é possível aproveitar tecnologias avançadas e poderosas, integrando-as em seus próprios aplicativos, como é o caso do Google Maps que mencionamos antes.

É algo que pode economizar muito o tempo de desenvolvimento e aumentar a produtividade da sua empresa, permitindo que você atinja as metas de negócios mais rapidamente.

De fato, de acordo com um relatório divulgado pelo Globe Newswire, as empresas que alavancaram as APIs registraram um aumento significativo na produtividade de 59%.

Diminuição do volume de dados

As APIs podem diminuir o volume de dados que uma empresa lida, já que as funcionalidades/integrações são desenvolvidas por profissionais ou empresas externas, sem a necessidade da própria organização dona da API se envolver.

Auditoria de acessos

Com as APIs, a empresa pode ter total controle sobre as permissões de acesso ao software e hardware. Assim, fica mais simples auditar os acessos, permitindo que sua equipe autorize ou não a operação.

Como as empresas podem se beneficiar do uso de APIs?

Com a integração de dados via API, o programador obtém acesso a instruções de execução, que permitem realizar as ações corretas em determinado sistema, para que seja alcançado o resultado esperado em um processo.

Em outro exemplo, para compartilhar dados entre seus sistemas internos, uma empresa pode utilizar as APIs sem o risco de divergências e erros de sincronização entre as plataformas e as tecnologias empregadas.

Dessa forma, a integração entre sistemas por meio de API pode coletar, tratar e compartilhar informações com qualquer aplicação, de maneira padronizada e eficiente, de acordo com as diretrizes de cada projeto.

Os principais riscos e polêmicas envolvendo essa tecnologia

Existem alguns problemas que podem acontecer no momento em que você trabalha em uma integração via API. Entre elas, destacamos as seguintes (bem como suas soluções):

  • Erro de estruturação: normalmente, ocorre por conta de algum problema relativo à falta de compliance com a documentação da API. A recomendação é reler a documentação e checar os exemplos.
  • Código de status: toda vez que você realiza um comando na API, você recebe um código de status da mesma. Existem vários, mas vale dizer que uma resposta de 200 (ou qualquer um dentro no limite de 200) é considerado um sucesso. Já o 100 é considerado “Em Progresso”, 300 é “Redirecionamento”, 400 é “Erro do Cliente” e 500 é “Erro do Servidor”.

Tipos de API

Já deu para compreender que, com a integração via APIs, uma empresa libera o acesso aos recursos e interface de sua solução (seja ela um aplicativo, software ou serviço digital), sem que isso comprometa sua segurança e nem o controle que você possui.

Nesse sentido, vale ressaltar que as APIs possuem diferentes abordagens de lançamento que podem ser adotadas. Entre elas, destacam-se as APIs Públicas e Privadas.

Mas quais as diferenças entre ambas? É simples, veja só:

APIs públicas 

As APIs públicas apresentam um conjunto padronizado de orientações a serem seguidas para acessar as informações e serviços compartilhados publicamente. 

Assim, qualquer desenvolvedor da comunidade pode usar essas informações para criar um aplicativo totalmente novo em cima disso — como uma função nova, um upgrade de um recurso ou qualquer outra funcionalidade.

A integração via API Pública fornece um conjunto de diretrizes que devem ser seguidas pelos desenvolvedores terceiros.

APIs privadas

É utilizada apenas internamente. Em uma API privada, a empresa fornece aos desenvolvedores uma arquitetura aberta para trabalhar.

Assim, é mais fácil conectar-se ao sistema de back-end, aos dados e ao software em si. Tudo isso minimiza as necessidades de tempo e esforço do desenvolvedor, deixando mais espaço para otimizar a velocidade.

APIs compostas 

APIs compostas são simplesmente APIs que fornecem acesso a vários recursos da web.

Um serviço de API composta terá mais de um endpoint, cada um retornando dados diferentes.

As APIs compostas facilitam o uso de vários recursos em um único aplicativo.

Eles permitem que os desenvolvedores criem aplicativos altamente funcionais e interativos sem precisar construir todo o código do zero.

Assim, são APIs úteis para os devs, pois permitem que eles reutilizem o código existente e economizem tempo e esforço.

Algumas das principais APIs compostas são o Facebook Graph API, Google Maps API e Twitter APIs.

APIs de parceiros 

O conceito de APIs de parceiros se aproxima da definição das APIs compostas.

São protocolos que permitem que os desenvolvedores  integrem seus aplicativos com os serviços de terceiros.

Na prática, esse tipo de API permite que os devs criem aplicativos mais ricos e funcionais, uma vez que podem acessar e combinar dados e funcionalidades de vários serviços diferentes.

Algumas APIs de parceiros populares incluem protocolos de Facebook, Twitter e Google.

As APIs de parceiros também podem ser usadas para criar novos serviços ou para melhorar os existentes.

Por exemplo, uma API de parceiro pode ser usada para adicionar suporte a um novo idioma ou para fornecer acesso a dados em tempo real.

Conheça alguns exemplos de API

Você sabia que o uso de integração via APIs é muito comum em nosso dia a dia? Você, como usuário da Internet e de serviços digitais, muito provavelmente aproveita os benefícios das APIs sem nem perceber.

A seguir, separamos alguns exemplos para mostrar a relação entre essa tecnologia e as aplicações utilizadas na rotina. Confira!

API para pagamento

Os e-commerces utilizam muito APIs de operadoras de crédito para poder fechar o pagamento de um pedido diretamente na loja virtual.

Sabe quando você vai pagar por um pedido em um e-commerce e ele abre um pop-up do PayPal ou PagSeguro? Isso só acontece por conta da integração destes meios de pagamento às lojas virtuais, por meio de API.

Desse modo, o cliente tem a conveniência de realizar o pagamento direto no e-commerce e todos os envolvidos aproveitam de maior segurança no processo como um todo.

API para SMS 

As APIs para SMS são protocolos que permitem a integração de serviços de mensagens com outros aplicativos.

Elas podem ser usadas para enviar e receber mensagens de texto, fazer chamadas telefônicas, e até mesmo enviar mensagens multimídia.

Algumas APIs para SMS também permitem a criação de listas de contatos, gerenciamento de mensagens, e envio de confirmações de entrega.

API de voz 

As APIs de voz são protocolos que permitem que os desenvolvedores criem aplicativos que se comunicam através da voz.

Elas podem ser usadas para fazer chamadas telefônicas, enviar mensagens de texto e realizar outras tarefas de comunicação.

Algumas APIs de voz também permitem a integração com outros serviços, como reconhecimento de fala e processamento de linguagem natural (PNL).

Essas APIs são baseadas em protocolos padrão, como VoiceXML e CCXML, que permitem que os aplicativos sejam executados em diferentes plataformas.

Além disso, as APIs de voz geralmente fornecem ferramentas para monitorar e analisar as chamadas, o que pode ser útil para diagnosticar problemas e melhorar a qualidade do serviço.

Dispositivos smart, como os assistentes virtuais tais quais o Amazon Echo ou o Apple Homepod, utilizam esse tipo de protocolo para se conectar a outros serviços, como streamings de música.

Facebook API

Outros dois gigantes das Big Techs que se aproveitaram das APIs foram o Uber e o Facebook.

No caso, em 2014, o Uber lançou a sua API para que desenvolvedores externos pudessem incorporar os serviços do aplicativo de corrida aos seus próprios.

Uma das empresas que se aproveitou disso foi o Facebook, que utilizou a API para integrar o Uber em seu serviço de mensagens, o Facebook Messenger.

Com isso, os usuários passaram a poder chamar corridas direto do aplicativo de mensagens, sem sequer precisar baixar o Uber.

Instagram API

A API do Instagram é um conjunto de ferramentas que permitem a terceiros desenvolvedores criar aplicativos e integrações com a rede social.

Ela fornece um meio pelo qual os usuários podem interagir com o conteúdo do Instagram de forma mais rica e envolvente.

Além disso, também oferece acesso a vários dados públicos, como perfis de usuários, fotos e vídeos publicados.

Esse protocolo possibilita que os devs criem aplicativos que se integrem às funcionalidades do Instagram, como o compartilhamento de fotos e vídeos, o envio de mensagens e a criação de grupos.

Por fim, a API do Instagram oferece um conjunto de protocolos para análise de dados, que permitem a terceiros analisarem o tráfego e o engajamento dos usuários com os conteúdos.

Google Maps API

Por fim, uma das integrações via APIs mais utilizadas em todo o mundo é a do Google Maps, em específico em sites de hotéis e comércios virtuais do ramo.

Muitas vezes, ao acessar o link de um hotel, a primeira coisa que o possível hóspede busca entender é a localização exata do hotel.

Com a API do Google Maps, é possível inserir uma “janela” na página direto para a visualização do Google Maps, que identifica a localização exata (com todos os recursos da plataforma) para simplificar a visualização.

Existem diferentes APIs do Google Maps, como o Javascript API (que possibilita a manipulação do mapa) ou o Static API (que adiciona uma imagem simples e estática do mapa em si).

Quais são os principais protocolos de API?

O objetivo da API é padronizar a troca de dados entre serviços baseados na web. Nesse caso, padronização significa a capacidade de diversos sistemas, escritos em diferentes linguagens de programação e/ou executados em diferentes sistemas operacionais, ou usando diferentes tecnologias, de se comunicarem perfeitamente entre si.

No entanto, nem toda integração via API é igual. Existem elementos que as diferenciam.

Afinal, enquanto a API segue um conjunto específico de regras que determinam como os programas se comunicam entre si, outros definem como a API é apresentada.

Que tal entender um pouco mais sobre isso? Agora que você já entendeu o que é API, é essencial compreender quais os principais tipos de protocolos, confira!

REST API

REST API significa “Representational State Transfer” e é um conjunto de regras e princípios de arquitetura web.

Qual tipo de regras? Bom, por exemplo, que a API deve ser desenvolvida com intuito de simplificar a utilização dos desenvolvedores.

Por exemplo, em vez de definir o endpoint do produto “prod_2356_standard”, o ideal é escrevê-lo como “products”.

A arquitetura REST API foi criada no ano 2000 e, diferente da SOAP, trata-se de um estilo de arquitetura de software com seis restrições para construir aplicativos que funcionam em HTTP, geralmente serviços da web.

Um exemplo é a World Wide Web (do prefixo “www” que utilizamos nas URLs dos sites).

Os sistemas RESTful suportam mensagens em diferentes formatos, como texto simples, HTML, YAML, XML e JSON.

Essa ampla capacidade de suporte a vários formatos para armazenamento e troca de dados é uma das razões pelas quais o REST é uma das melhores escolhas para a construção de APIs públicas.

SOAP API

Já a SOAP API é o “Simples Object Access Protocol” é um protocolo de API, que permite que os usuários enviem e recebam dados em XML por meio de SMTP e HTTP.

Esse tipo de protocolo facilita o compartilhamento de informação entre aplicações e componentes de softwares.

Uma das grandes diferenças para o REST é que ele não utiliza o JSON, mas apenas o XML, seguindo um protocolo rígido de regras, como estrutura de mensagens.

Quem desenvolveu a SOAP API foi a Microsoft, que a descreve como um “protocolo leve para troca de informações estruturadas em um ambiente descentralizado e distribuído.”

Apenas relembrando, o XML é a sigla para a linguagem Extensible Markup Language, um formato extremamente simples e flexível para o armazenamento e troca de informações.

Esse formato define um conjunto de regras para codificar documentos em um formato cuja leitura seja simples tanto para máquinas, quanto para humanos.

É, inclusive, considerado o padrão original das notas fiscais eletrônicas.

CRUD API

O CRUD é a união das quatro principais funções utilizadas para interagir com aplicações de uma base de dados. CRUD é a sigla para Create, Read, Update, and Delete ou Criar, Ler, Atualizar e Deletar. Ou seja, as operações básicas a serem desempenhadas em um repositório de dados,

Várias linguagens de programação utilizam algum equivalente ao CRUD, que é basicamente uma forma de lembrar aos programadores quais funções de manipulação de dados são necessárias para uma aplicação ser completa.

Em relação ao seu uso em APIs REST, o CRUD é o uso padronizado de verbos de ação HTTP (HTTP Action Verbs).

Isso significa que, se você deseja criar um novo registro, deve usar “POST”. Se está tentando ler um registro, deve usar “GET”. Para atualizar um registro, deve utilizar “PUT” ou “PATCH”. E para excluir um registro, deve-se utilizar o “DELETE”.

TOTVS API Services

O TOTVS API Services é um sistema de integração nativa com os produtos da TOTVS de diferentes linhas, como Protheus, Datasul e RM.

Ele simplifica a consulta às bases de dados externas, tornando essa ação automática.

Por exemplo, vai realizar uma venda e precisa checar os dados de um CPF ou CNPJ (entre vários outros)? O TOTVS API Services te ajuda!

Ele automatiza a checagem e também o preenchimento dos registros necessários, de forma completamente segura.

O TOTVS API Services permite a consulta automática a bases de dados externas e pode transformar sua operação.

Que tal saber mais? Então conheça tudo sobre o TOTVS API Services!

Nova call to action

Conclusão

Neste conteúdo, falamos sobre o que é API e a importância que essa inovação traz ao integrar dados, plataformas e os mais diversos sistemas. Abordamos também as principais vantagens em adotar essa metodologia e como a gestão é impactada.

A TOTVS é uma empresa 100% brasileira, referência em tecnologia e inovação. 

Com softwares e soluções que comportam 12 segmentos de mercado, negócios de pequeno, médio e grande porte podem contar com funcionalidades importantes para o desenvolvimento e o sucesso das organizações.Se você gostou do conteúdo e se interessa pelo assunto, conheça a nossa biblioteca open source. Para não perder nenhuma novidade, continue acompanhando o blog da TOTVS e assine também a newsletter.

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