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O que a governança corporativa traz às empresas?

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 20 Maio, 2020

A governança corporativa se trata de um apanhado de processos, hábitos e regras, que direcionam a maneira de administrar uma empresa. Além de criar, registrar e documentar os procedimentos e suas normas, há outros pontos levados em consideração.

A governança empresarial pode ser vista como a direção a ser seguida por uma organização, se esta quiser atingir os resultados estipulados em suas metas. Se você quer saber mais sobre isso, continue a leitura e descubra!

O que é governança corporativa?

Ao pensarmos sobre o que é governança corporativa, podemos voltar às suas bases estabelecidas na chamada Teoria da Agência, que diz respeito à relação entre “agentes” e “principais”.

O termo “principais” é atribuído aos donos da empresa. Já os “agentes”, por sua vez, são todos aqueles contratados pelos principais, com o objetivo de ajudar a gerenciar os processos e garantir que seus interesses sejam atendidos.

Empresas que levam a governança corporativa a sério e aplicam seus propósitos na prática geram mais valor para si e contam até com mais facilidade na captação de recursos, graças à boa reputação que é construída ao longo do tempo.

Os agentes geralmente possuem diversas demandas, internas e externas, o que pode acabar provocando erros, uma vez que o capital humano está em jogo. Mas essas falhas podem ser superadas se a boa governança for colocada em prática.

Para que serve a governança corporativa?

O objetivo principal da governança corporativa é alinhar os interesses dos donos do negócio com os dos agentes, assegurando que políticas internas, estratégias e demais processos sejam seguidos e que suas contas sejam devidamente prestadas.

Mas como essa ponte é feita de maneira eficiente? Essa ligação é realizada a partir de alguns princípios. Vamos conferir esses pilares a seguir:

  • Regras: com regras estipuladas, é possível estruturar o negócio, guiando o comportamento dos colaboradores e aprimorando as decisões dos administradores;
  • Auditorias: é a partir do processo de auditoria que as regras podem ser aplicadas e monitoradas, acompanhando o caminho traçado pelos agentes,
  • Restrições de autonomia: o nível de autonomia deve ter seu limite, deixando claro até que ponto os administradores podem falar pela organização e tomar decisões de forma independente.

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Governança corporativa e compliance: quais as diferenças?

É comum pensar que governança corporativa e compliance sejam a mesma coisa, mas não é bem assim. Enquanto a governança diz respeito à abordagem de administração de cada empresa — incluindo política interna, cultura e valores —, o compliance age para regulamentar a atuação das empresas.

Cabe ao compliance, portanto, prezar pela ética e práticas legítimas na gestão das empresas, de acordo com as normas do mercado em vigor. E, por mais que existam diferenças entre seus conceitos, nada impede que compliance e governança trabalhem juntos, impactando no bem-estar e na consolidação da imagem de uma companhia.

Como aplicar a governança corporativa?

Entre os benefícios da governança corporativa, além do refinamento dos processos administrativos dentro da empresa, está o da possibilidade de chegar a consensos claros relacionados a assuntos mais burocráticos, como datas de reuniões, participantes de votações, responsáveis por aprovações, etc.

Para atingir esses níveis de organização e satisfação interna, a aplicação da governança deve ser introduzida seguindo algumas recomendações dedicadas a trazer confiança e fortalecer as relações. Confira a seguir quais são esses fundamentos.

Transparência

O princípio da transparência pede que informações, além das estipuladas pela legislação e outros regulamentos, sejam divulgadas, para que todas as pessoas envolvidas na administração do negócio tenham acesso aos dados de seu interesse.

Essas informações não dizem respeito somente a critérios financeiros constantemente tratados com mais peso, mas, sim, a todos os fatores ligados à gestão da empresa, que visa sempre seu crescimento e criação de valor.

Equidade

Todos os participantes ativos de uma organização, como donos, sócios e investidores devem contar com tratamento igual, bem como suas devidas responsabilidades, necessidades e projeções internas.

Compromisso com o crescimento

A governança diz que seus agentes devem cuidar da saúde financeira do negócio, restringindo ao máximo impactos negativos e eventos imprevistos, como falta de materiais ou quebra de equipamentos.

Aumentar produtividade e receita também é um compromisso dos administradores, que precisam ter sempre em mente os valores da organização, o modelo de negócio, e o prazo de cada investimento — curto, médio e longo.

Impactos da governança corporativa nos negócios

A ausência de regras e limites pode trazer grandes dores de cabeça a um negócio. O excesso de restrições também pode não ser uma boa ideia. Sendo assim, o equilíbrio é a chave.

Em uma governança muito severa, os agentes não têm as condições adequadas para implementar suas ideias e planejamentos, uma vez que sua voz ativa está constantemente presa a terceiros.

Em um formato brando demais, os administradores podem se sentir livres para tomarem decisões que não lhe cabem, colocando em risco a imagem e o capital da empresa e aumentando as chances de excesso de autoridade.

A falta de supervisionamento e a autonomia exacerbada dificultam a percepção de uma possível falha, baixa nos resultados e outros prejuízos. Nesse sentido, contar com um sistema de gestão pode ser uma boa alternativa no acompanhamento de dados e indicadores de desempenho.

Faça a melhor governança na sua empresa!

No conteúdo que trouxemos, apresentamos o conceito da governança corporativa, seus objetivos e sua relação com o compliance, além de trazer dicas para sua implementação, com as melhores práticas e os impactos que elas causam nos negócios.

A TOTVS é uma empresa 100% brasileira e maior empresa de tecnologia do país. Nossas soluções não são voltadas somente a grandes empresas, mas também a negócios de pequeno e médio porte.

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