E-commerce no Brasil: entenda o crescimento do segmento nos últimos anos

O mercado de e-commerce no Brasil tem mudado o comportamento do consumidor enquanto vem crescendo nos últimos anos, com a sua expansão tendo chegado várias vezes aos dois dígitos percentuais. Isso vai de encontro à recente crise brasileira, em que muitos negócios passaram por momentos delicados, chegando a perder receita.

Para se ter uma ideia, de 2013 a 2014, o aumento nas vendas online de bens de consumo, no comércio eletrônico convencional, chegou a 24% e, de 2014 a 2015, foi de 15%. Para 2016, o crescimento se estabeleceu em 7% em relação ao ano anterior, enquanto que a evolução anual para 2017 foi de 7,5%. Os dados são da 37º edição da pesquisa Webshoppers (2018), produzida pela Ebit em parceria com a empresa de cartões Elo.

Para entender melhor o aumento desse filão do mercado, continue lendo e confira os dados que separamos!

Como está o cenário do e-commerce no Brasil?

Em 2017, segundo a pesquisa apontada, o volume de vendas de bens de consumo no e-commerce tradicional, em termos financeiros, correspondeu a R$47,7 bilhões. Como mencionado, o crescimento foi de 7,5% em relação ao ano anterior, quando o faturamento chegou a R$44,4 bilhões. A previsão é de que 2018 tenha alcançado faturamento em torno de R$53,5 bilhões, uma ampliação de cerca de 12%.

Os dados são ainda mais animadores quando se observa o e-commerce geral, que inclui itens novos, mercadorias usadas e artesanato. Nessa categoria, a elevação foi de 21,9% em relação ao ano anterior, tendo chegado a R$73,4 bilhões.

Em 2016, o faturamento foi de R$60,2 bilhões, que já representava expansão de aproximadamente 21% em relação a 2015, quando as receitas totalizaram R$49,6 bilhões.

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Quais são os principais segmentos?

Existem segmentos que tiveram desempenho superior, tendo conquistado excelentes resultados nos últimos anos. A seguir, separamos os principais mercados de e-commerce destacados pelo estudo mencionado, organizados por faturamento:

  1. telefonia e celulares — o segmento representou, em volume financeiro, 21,2% do faturamento do comércio eletrônico brasileiro, em 2017;
  2. eletrodomésticos — este setor foi responsável por 19,3% da fatia das receitas;
  3. eletrônicos — o terceiro lugar da lista respondeu por 10% do faturamento;
  4. informática8,9% das vendas, em termos monetários, foram desse segmento;
  5. casa e decoração — essa área fechou o top 5 com 8,4% do volume de receitas.

O que é preciso para criar um e-commerce?

Para investir em um e-commerce, é preciso prestar atenção a fatores tecnológicos, mercadológicos e organizacionais. Veja adiante alguns dos principais.

Encontre um nicho de mercado

Atualmente, grandes players dominam os e-commerces mais amplos, porém lojas virtuais voltadas a nichos podem prosperar. Essa é uma estratégia útil para se diferenciar e cativar um público específico, que poderá ajudar o negócio a crescer. Futuramente, você poderá expandir as suas operações para outras áreas.

Entenda o seu cliente

Não basta encontrar um nicho, pois é preciso entender bem o perfil do cliente nesse filão para conseguir vender. Ao compreender seus hábitos de consumo e suas necessidades, você terá maiores chances de atraílo para o seu comércio eletrônico, além de fidelizá-lo.

Nesse caso, não se esqueça de estabelecer as personas do seu negócio, isto é, aqueles perfis de clientes que deseja atender preferencialmente, de modo a direcionar as suas ações de divulgação e prospecção preferencialmente a eles.

Escolha uma boa plataforma de e-commerce e um sistema de gestão integrável a ela

É importante escolher uma boa plataforma de e-commerce para montar e gerenciar a sua loja virtual. Além disso, existe sistema de gestão que pode ser integrado a esse tipo de ferramenta, facilitando a troca de dados necessários para a administração do negócio entre ambos. Em especial, dos processos envolvidos na operação do comércio eletrônico.

Crie uma estrutura logística

Um comércio eletrônico requer uma boa estrutura logística, pois o sucesso dele dependerá da eficiência na separação de mercadorias, na entrega e distribuição, no sistema de devolução de produtos, entre outros processos.

Além disso, você poderá definir um método para a sua cadeia de suprimentos funcionar, especialmente para a estocagem e distribuição. Veja alguns exemplos.

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Estoque próprio/dedicado

O primeiro é o modelo convencional, em que você monta um estoque e, a partir dele, envia os produtos adquiridos, por meio do seu e-commerce, aos seus consumidores.

Cross docking

Cross docking é um sistema de distribuição em que o item comprado é mandado para um armazém ou centro de distribuição (CD) — no caso de empresas pequenas, as suas sedes podem ter essa função.

Nesse local, o produto é conferido e encaminhado para o cliente final quase que imediatamente, ou seja, ele não fica estocado. Essa redistribuição rápida reduz consideravelmente custos com armazenagem, podendo eliminá-los.

Dropshipping

Para aplicar dropshipping é preciso ter uma parceria baseada em grande confiança com cada fornecedor. Isso porque a empresa cataloga produtos desses parceiros em sua loja virtual, comercializando-os para os consumidores finais.

Quando ocorre uma venda, o negócio retira o seu lucro e repassa as informações, além do valor pago pelo item, ao fornecedor. Esse, por sua vez, fica responsável por enviar o bem ao cliente.

Invista em divulgação

Também é importante definir campanhas de marketing no meio virtual para atrair consumidores para o seu negócio. Isso deve ser planejado o mais rápido possível, para que consiga realizar vendas já no começo da loja virtual.

Qual é o futuro do e-commerce no Brasil?

Para 2019, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que o e-commerce possa alcançar R$79,9 bilhões. Lembrando que essa entidade usa dados diferentes da pesquisa Webshoppers para auferir o tamanho do mercado, de modo que, para ela, haverá expansão de 16% nesse mercado. De qualquer modo, ambos predizem resultados positivos para o e-commerce brasileiro.

Outro ponto a se notar na estimativa da associação é o aumento na quantidade de lojas virtuais para 87 mil. Nesse grupo, pequenas e médias empresas tendem a ter maior destaque, com 29% da receita. Os marketplaces ficarão com 35% do mercado. Além disso, as vendas via mobile (smartphones e tablets) responderão por 33% do total de operações.

O mercado de e-commerce no Brasil ainda comporta muitas lojas virtuais, tendo em vista a sua perspectiva positiva de crescimento. No entanto, para conseguir sobreviver e prosperar nesse meio, é importante aplicar as dicas acima e se especializar em gerenciamento de comércio eletrônico.

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