Medicina preventiva: o que é, níveis e estratégias eficazes

Equipe TOTVS | 24 março, 2022

A medicina preventiva consiste em uma série de técnicas que visam os cuidados com a saúde de pacientes de forma antecipada. Dessa forma, essa modalidade age previamente: antes de doenças ou complicações surgirem.

Empregando metodologias integradas e menos invasivas, em relação aos métodos convencionais, e com uma maior aproximação entre médico e paciente, a prevenção da saúde só tem a ganhar.

Praticar e incentivar a medicina preventiva é uma forma de melhorar a qualidade de vida dos pacientes de uma instituição de saúde.

Afinal, nem sempre apenas de forma corretiva a medicina precisa agir.

Um dos grandes preceitos da profissão é, justamente, encontrar maneiras de evitar que doenças e outras patologias se desenvolvam.

E você, já conhece esse conceito o suficiente para saber como aplicá-lo na rotina de sua instituição de saúde? Então siga a leitura!

Preparamos um guia completo para explicar tudo sobre o assunto.

O que é a medicina preventiva?

A medicina preventiva é uma disciplina que busca prevenir doenças, deficiências e até mesmo a morte. É aplicada de forma contínua na vida das pessoas, introduzindo práticas que procuram garantir maior bem-estar e acompanhando quadros de saúde de maneira individualizada, para que doenças já existentes não evoluam.

Assim, sua atuação é dividida em quatro frentes: prevenção primária, prevenção secundária, prevenção terciária e prevenção quaternária.

  • Primária: inicia os cuidados com o indivíduo ainda no período de gestação, garantindo as melhores condições para a vida em seu estágio inicial;
  • Secundária: traz abordagens pautadas no diagnóstico precoce e no tratamento de doenças em sua fase inicial, diminuindo a taxa de mortalidade;
  • Terciária: reduz os sintomas e as complicações de doenças que já existem, oferecendo qualidade de vida ao paciente, apesar de qualquer condição;
  • Quaternária: com a evolução do estudo nesse campo, criou-se uma quarta frente de atuação. É considerado como a prevenção definitiva, de modo a evitar que os pacientes precisem lidar com procedimentos médicos desnecessários ou dispensáveis.

Na prática, falamos de um tipo de medicina que incentiva uma intervenção proativa da saúde do paciente.

É uma prática realizada no presente, buscando mapear riscos de surgimento de doenças ou condições futuras — e aplicando ações que mitiguem ou evitem o seu agravamento.

Para que a estratégia de prevenir doenças funcione, é necessária a atenção com visitas regulares ao médico, exames de check-ups, alimentação balanceada, exercício físico e controle do estresse, por exemplo. 

Qual é a importância da medicina preventiva?

A partir da medicina preventiva, é possível identificar predisposições genéticas de doenças, que podem ser acompanhadas e avaliadas constantemente, para que uma complicação não venha a se desenvolver e, tampouco, prejudique um paciente. 

Sendo assim, quais são os principais benefícios trazidos pela promoção e prevenção da saúde? 

Diagnóstico precoce

Diversas doenças, se identificadas em seus estágios iniciais, contam com uma maior chance de cura.

Na maioria dos casos de câncer, por exemplo, descobrir a condição precocemente é fundamental para um tratamento bem-sucedido.

Assim, essa especialidade médica é eficiente ao investigar casos e oferecer um diagnóstico mais ágil e preciso, podendo ser considerada uma ferramenta fundamental para a cura.

Bem-estar e qualidade de vida

Não basta apenas viver, ou seja, sobreviver: é preciso contar com bem-estar.

Sem qualidade de vida, diversos pontos são diretamente impactados, como o trabalho e os relacionamentos.

Assim como o conceito de humanização na saúde, a medicina preventiva procura trazer condições favoráveis e que permitam uma vida melhor em todos os seus quesitos.

Maior expectativa de vida

Com a evolução dos estudos científicos, novas descobertas foram feitas, e, com o auxílio da tecnologia, como a inteligência artificial, o campo da medicina pode prosperar muito mais e tornar a vida das pessoas mais longa e produtiva.

Pessoas que, aos 60 anos, já se consideravam em um estágio final da vida, atualmente podem prolongar seus planos, sejam eles profissionais, com novas experiências e reconhecimento no mercado de trabalho, ou pessoais, com viagens, casamentos, práticas de esporte etc.

De fato, um dos motivos pelos quais a medicina preventiva é cada vez mais reconhecida na área da saúde é o seu potencial de enfrentar os efeitos do envelhecimento populacional.

Essa possibilidade se acentuou com as novas tecnologias aplicadas à saúde.

Um exemplo, que já mencionamos, é a IA. No entanto, é preciso mencionar outras inovações que já auxiliam a medicina preventiva, como a Internet das Coisas e a farmacogenômica.

Impactos financeiros reduzidos

Uma grande preocupação das pessoas ao adoecerem diz respeito às despesas médicas devido a cirurgias e tratamentos.

É consideravelmente menos custoso investir na promoção da saúde e prevenção de doenças do que cuidar delas depois que aparecem.

E esse é um grande trunfo das instituições e operadoras na promoção das práticas e tratamentos preventivos — uma forma de revitalizar o marketing digital na saúde.

A possibilidade de evitar os custos consideráveis dos tratamentos médicos que costumam ser associados à terceira idade é uma forma de trabalhar esse conceito na mente dos clientes.

Para as próprias instituições em si, significa que o compromisso e o cuidado com a saúde estarão em primeiro lugar — satisfazendo, fidelizando e conquistando a preferência dos pacientes.

Quais as funções básicas da medicina preventiva?

Na prática, a medicina preventiva busca incentivar a prevenção de doenças ou condições que impactem a saúde — seja em curto, médio ou longo prazo.

Ou seja, sua função é prolongar a vida das pessoas agindo de forma direta e indireta em sua rotina, recomendando que sigam tanto boas práticas, como também tratamentos específicos.

Um reflexo das políticas voltadas à medicina preventiva no Brasil pôde ser visto em levantamento de 2018 do IBGE, que verificou que a expectativa de vida do brasileiro aumentou nos últimos anos, sendo de 72,8 anos para os homens e de 79,9 para as mulheres.

É um aumento importante e que pode ser relacionado a várias ações incentivadas pela medicina preventiva, como o estabelecimento de uma dieta balanceada e a prática de exercícios físicos.

Além disso, uma das funções da medicina preventiva é prezar pela sociedade como um todo. Nesse esforço, as vacinas são exemplos perfeitos de soluções preventivas.

Sua aplicação em massa evita o desenvolvimento de vírus perigosos, como a gripe ou, mais recentemente, o Covid-19.

Quais são os níveis de atuação da medicina preventiva?

Como abordamos anteriormente, a medicina preventiva se baseia em quatro tipos de prevenção. São essas as bases para sua aplicação no dia a dia das operadoras de saúde, profissionais e pacientes.

Até alguns anos atrás, eram considerados apenas 3 tipos (primária, secundária e terciária). No entanto, com o passar do tempo, viu-se a necessidade de adicionar outra etapa.

O motivo é simples: existem cuidados que devem ser feitos para evitar o excesso de zelo — como a prescrição exagerada de medicamentos para um tratamento, por exemplo.

Que tal entender em detalhes o que cada um deles significa?

Prevenção primária

A prevenção primária tem como objetivo incentivar o monitoramento dos fatores de risco que assolam um paciente ou um grupo deles, como a população de uma cidade ou país.

O objetivo é mitigar o contágio por doenças e também evitar que condições determinadas, como a obesidade por exemplo, se tornem mais comuns.

O trabalho, nesse caso, é realizado com campanhas de conscientização e orientações diretamente para as pessoas — buscando influenciar positivamente em seu estilo de vida.

Ou seja, é uma prevenção realmente “primária” na prática, cujo intuito é influenciar no comportamento das pessoas.

Muitas campanhas de saúde pública, como a do Zé Gotinha (vacinação contra poliomielite), são frutos de esforços preventivos que visavam essa camada primária.

Prevenção secundária

Já a prevenção secundária diz respeito aos esforços e métodos de diagnóstico e tratamento de doenças, enfermidades e condições de saúde antes que resultem em problemas maiores — ou mesmo curando-as com rapidez.

A vigilância epidemiológica talvez seja o grande exemplo de prevenção secundária na rotina das pessoas — que tem como grande canal a saúde pública.

Os serviços de saúde se destacam como coletadores de dados para que, posteriormente, sejam analisados e diferentes insights sejam criados.

Em especial, essa etapa visa identificar doenças crônicas nas pessoas — que avançam e se agravam com o tempo.

No caso, a prevenção secundária, além de um esforço público, pode partir do próprio indivíduo ao realizar exames de rotina e check-ups periódicos.

Prevenção terciária

A prevenção terciária trata-se dos métodos empregados na redução do impacto de doenças, enfermidades e comorbidades existentes nos pacientes.

O objetivo é diminuir complicações e melhorar o convívio do paciente com sua condição adversa — controlando seu avanço.

Está muito relacionada às práticas de reabilitação, que buscam normalizar a vida do paciente e melhorar a sua qualidade de vida.

Hidro ou fisioterapia são exemplos para aqueles que precisam recuperar a mobilidade após acidentes, por exemplo.

Já esforços públicos como a instalação de calçadas de piso tátil para cegos são exemplos de medidas de acessibilidade que conversam com a prevenção terciária.

Prevenção quaternária

Já a prevenção quaternária é uma adição recente à lista. Diz respeito aos métodos que evitam intervenções desnecessárias ou excessivas.

Um bom exemplo é a prescrição exagerada de medicamentos para tratar determinada doença ou condição.

Essa etapa se apoia muito na ética profissional que permeia o setor de saúde, de modo a evitar que procedimentos desnecessários ou evitáveis sejam realizados — o objetivo é proporcionar um tratamento mais adequado e compatível com a saúde do paciente.

No entanto, destacam-se também os casos de pacientes hipocondríacos (condição psicológica em que a pessoa se preocupa de forma exagerada com sua saúde), evitando que os mesmos tomem medicamentos ou se engajem em procedimentos desnecessários.

Medicina preventiva e medicina curativa: quais as diferenças?

A diferença entre medicina preventiva e medicina curativa está no próprio nome: a primeira busca evitar que doenças apareçam ou se agravem, impactando na qualidade de vida a longo prazo. Já a segunda, curativa, visa tratar ou evitar o agravamento de doenças ou enfermidades em curso.

Normalmente, a medicina preventiva possui um longo curso de atuação (permeado por suas fases primárias até as quaternárias), incentivando as pessoas a mudarem sua rotina, visando aderir a um estilo de vida mais saudável.

Assim, é possível evitar, reduzir e/ou mitigar o surgimento ou os efeitos de doenças e comorbidades.

Já a medicina curativa tem um aspecto mais urgente, com o objetivo de tratar doenças ou sintomas, de modo a evitar seu agravamento.

No caso, para urgências médicas, normalmente são recomendados tratamentos à base de medicamentos, terapias intensivas ou mesmo procedimentos cirúrgicos.

Um panorama sobre a medicina preventiva no Brasil

No Brasil, a medicina preventiva é um tema que ganha tração com o passar dos anos, pois ajuda os sistemas, instituições e operadoras de saúde a reduzirem custos e proporcionar um atendimento mais completo.

Já no contexto brasileiro, há um desafio relacionado, justamente por conta do sistema de saúde público. Como reduzir os custos — ou melhor, como alocar os recursos de maneira mais eficiente?

Uma maneira é investindo na medicina preventiva, que auxilia tanto na melhoria da qualidade de vida da população, bem como possibilita um melhor planejamento de saúde e hospitalar.

Para as operadoras privadas, o caminho pode ser o mesmo!

Sobre a medicina preventiva, dados ainda são incertos pois não há estudos completos sobre o tema.

Fatores de risco que mais geram mortes no país

Agora, por que a medicina preventiva é uma necessidade tão grande? O motivo é que, cada vez mais, a sociedade engaja em práticas danosas à sua saúde.

Neste sentido, buscamos trazer a você alguns dos comportamentos e fatores de risco que, atualmente, mais geram mortes no Brasil. Confira! 

Má alimentação

A má alimentação é um hábito de grande fatia da população brasileira.

Na prática, isso implica em várias comorbidades, como o entupimento das artérias (que pode levar a doenças cardiovasculares).

Ela ocasiona doenças como a hipertensão, colesterol alto e também o desenvolvimento de diabetes.

Tabagismo

O tabagismo também é um fator de risco e que, há décadas, assola o mundo inteiro.

O vício em cigarros pode ocasionar problemas respiratórios (pulmonares), cerebrovasculares e também cardiovasculares.

Na verdade, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o tabagismo está por trás de mais de 90% dos casos de câncer de pulmão.

Ainda conforme o INCA, cerca de 443 pessoas morrem por dia por conta do tabagismo, ocasionando prejuízos anuais de mais de R$ 125 bilhões na economia e no sistema de saúde.

Sedentarismo

A rotina moderna exige muito das pessoas — o que contribui para um enorme fator de risco, o sedentarismo.

Sem tempo para dedicar-se ao seu próprio corpo, é comum ver pessoas que passam a totalidade dos seus dias sem realizar exercícios físicos.

Entre os efeitos, destacamos o potencial do sedentarismo de agravar condições cardíacas e também potencializar a diabetes no corpo.

Medicina preventiva: exemplos de estratégias eficazes

E como as pessoas podem evitar o surgimento de comorbidades e doenças crônicas? Separamos algumas dicas rápidas, confira:

Check-ups periódicos

Investir em check-ups periódicos e exames de rotina é uma excelente maneira de contribuir com os esforços de medicina preventiva.

Um olhar apurado, baseado em dados do seu próprio corpo, pode responder muitas perguntas com antecedência e ajudar você a evitar o surgimento de doenças.

Exercícios físicos regularmente

Sair do sedentarismo é algo complexo, mas que pode ser feito com a introdução dos exercícios físicos de maneira regular no seu calendário.

Alimentação saudável 

Por fim, vale a pena rever a alimentação e buscar alternativas mais saudáveis para compor a sua dieta, evitando condições como diabetes.

O que é rastreamento preventivo e como ele funciona?

O rastreamento preventivo é uma parte desse tipo de medicina que busca melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Por meio de diferentes métodos, como exames de rotina, coleta e leitura de dados de regiões inteiras, é possível identificar padrões e rastrear o surgimento de doenças.

Essa prática pode ser empregada de diversas maneiras — tanto no âmbito público e geral, como individual — e possui várias vantagens.

Medicina preventiva: inovações que salvam vidas

Trazer novidades para o campo da medicina e desenvolver programas eficientes, concretos e estruturados para transformar positivamente a vida dos pacientes é uma tendência que deve ser levada a sério pela sociedade como um todo.

A partir da criação de novas práticas e abordagens, é possível garantir a segurança de uma população e trazer resultados que se estendem por gerações.

Esse é o caso da telemedicina, que, com os desafios e transformações de cenários, ajuda a salvar vidas, com consultas e orientações médicas a distância, evitando, assim, que pacientes se exponham a algum perigo sem necessidade.

Bem, a TOTVS é a maior empresa de tecnologia do país e acredita no Brasil que faz. Diante disso, nossos sistemas são aderentes às instituições de saúde digital, essenciais para a melhoria de todos os processos desse segmento.

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Os sistemas e ferramentas da TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, ajudam instituições de todos os tipos (cooperativas, operadoras, centros clínicos e hospitais) a modernizarem suas operações.

Desse modo, é possível integrar setores, capacitar a interoperabilidade, reduzir custos e criar melhores práticas de atendimento — incluindo a medicina preventiva!

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Conclusão

E na sua instituição, a medicina preventiva já é uma realidade e os seus pacientes já aproveitam dos seus benefícios?

Recomendamos que todas as operadoras de saúde comecem a intensificar o uso das práticas preventivas na saúde, de modo a não apenas melhorar a qualidade curativa de seus tratamentos, mas também sua qualidade de vida a longo prazo.

Para isso, lembre-se: a tecnologia é essencial, especialmente para integrar sua operação e modernizar a gestão da saúde.

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