Open health: o que é, benefícios e desafios do modelo

Equipe TOTVS | 05 agosto, 2022

O open health é uma iniciativa inovadora que segue os passos de um tipo de transformação que já é realidade em vários segmentos, especialmente o bancário. Trata-se de um modelo aberto de compartilhamento de dados de saúde.

No sentido corporativo, o open health traz incontáveis benefícios, como maior agilidade para instituições de saúde, profissionais do setor e demais empresas que participam do ciclo de cuidados a um paciente.

No entanto, como qualquer medida que estimula a circulação de dados pessoais, a saúde aberta gera preocupações e questionamentos.

A verdade é que esse movimento ainda é novo, mas com muito potencial.

E você, quer aprender mais? Neste guia, explicamos tudo sobre o tema no Brasil, no mundo e os benefícios dessa transformação.

Continue a leitura e fique por dentro!

Afinal, o que é open health?

Open health (saúde aberta) é um movimento para tornar todos os aspectos da saúde abertos, transparentes e acessíveis. Ou seja, as informações sobre os pacientes seriam livremente compartilhadas entre empresas de planos e instituições de saúde.

O movimento tem três objetivos principais:

  • tornar a saúde aberta e transparente;
  • tornar os dados de saúde abertos e acessíveis;
  • tornar a pesquisa médica aberta e colaborativa.

Na prática, baseia-se na crença de que o acesso aberto a informações e dados pode ajudar a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde, torná-los mais acessíveis e, em última instância, ajudar a salvar mais vidas.

O primeiro passo para atingir esses objetivos é tornar os dados de saúde abertos e acessíveis.

Esses dados incluem tudo: desde registros médicos eletrônicos até dados genômicos.

Compartilhar essas informações vai permitir que os pesquisadores desenvolvam novos tratamentos e curas para doenças, bem como criem melhores ferramentas para diagnosticar e prevenir doenças.

Além disso, possibilitará que os pacientes assumam um papel mais ativo em seus próprios cuidados, permitindo que eles acessem seus registros médicos e tomem decisões informadas.

O segundo objetivo é tornar a saúde aberta e transparente. Ou seja, que as informações de hospitais, clínicas, médicos e seguradoras sejam acessíveis.

Também significa fornecer aos pacientes a capacidade de comparar diferentes provedores e escolher a melhor opção para suas necessidades.

Assim, trata-se garantir que todas as partes interessadas no sistema de saúde sejam responsabilizadas por suas ações.

O terceiro objetivo do movimento de saúde aberta é tornar a pesquisa médica aberta e colaborativa.

Ou seja, conceder acesso aos dados de ensaios clínicos para que qualquer pessoa possa analisá-los e usá-los para desenvolver novos tratamentos.

Um dos caminhos para isso é, por exemplo, criar uma plataforma aberta em que os pesquisadores possam compartilhar ideias e trabalhar juntos em projetos.

Nova call to action

O sistema open health ao redor do mundo

Atualmente, muitos países têm aderido a programas de open health, com o objetivo principal de ampliar o acesso a dados de saúde.

No entanto, os resultados ainda não são concretos, já que, na maioria dos países, essa é uma iniciativa em fase de testes ou apenas de implementação.

Porém, um programa que podemos citar é o Open Data for Health, da Tanzânia. Este programa coleta dados de hospitais e clínicas em todo o país.

Os dados são então analisados e usados para melhorar a qualidade dos cuidados na Tanzânia.

Outra iniciativa de saúde aberta é o Open Health Information Exchange na Índia.

Ele permite que os pacientes acessem seus registros médicos online, o que proporciona mais controle sobre seus próprios dados de saúde e ajuda a garantir que recebam o melhor atendimento possível.

O open health no Brasil

O Brasil apresenta um cenário bem distinto no que se refere ao open health. Isso porque, de acordo com o que disse o próprio Ministro da Saúde em 2022, a implementação do movimento é questão de tempo.

Conforme entrevista ao Valor Econômico, no começo do ano, o objetivo do governo é estimular a concorrência no mercado de planos de saúde.

A inspiração vem do movimento de open finance, que prega justamente o compartilhamento de dados financeiros das pessoas entre instituições bancárias, operadoras de câmbio, entre outros negócios do tipo.

A princípio, a saúde aberta no Brasil visa democratizar o acesso a planos de saúde privados, possibilitando que as operadoras lapidem seus planos a preços adequados à realidade e às necessidades individuais.

Quais benefícios o open health oferece ao sistema de saúde?

Mas, afinal, entre controvérsias e avanços, quais os benefícios práticos do open health para pacientes, instituições de saúde e empresas da área, bem como governos? Explicamos a seguir, confira:

Dados compartilhados de forma automática

Com a saúde aberta, as informações sobre as condições de um paciente são automaticamente compartilhadas com instituições e organizações envolvidas no seu ciclo de cuidados — bem como centros de pesquisa.

É uma maneira de simplificar tratamentos futuros, ajudar a enriquecer a prática acadêmica e melhorar a própria qualidade de vida da pessoa.

Acesso a informações multimídia

No dia a dia dos profissionais de saúde, o movimento pode ocasionar vários impactos, como o acesso aos dados por meio de diferentes mídias, sejam resultados de exames ou imagens médicas.

É uma maneira de melhor contextualizar os profissionais, de forma a lapidar diagnósticos e tratamentos.

Decisões clínicas mais ágeis e assertivas

Tudo isso resulta em um melhor e maior potencial para a tomada de decisão, de modo que as decisões clínicas sejam não apenas mais eficazes, mas tomadas mais rapidamente.

Atendimento personalizado

Um dos grandes benefícios da saúde aberta é a personalização do atendimento.

Assim, no momento em que um paciente se inscreve em um plano de saúde ou dá entrada em um consultório médico, suas informações estarão disponíveis para fornecer uma base bem definida para o atendimento.

Mais transparência na relação médico-paciente

Um dos principais desafios para profissionais de saúde é estabelecer uma relação de confiança com os pacientes, de modo que sejam sinceros sobre o que estão sentindo.

Além disso, muitos dos pequenos sinais de doenças ou problemas de saúde são silenciosos demais.

O open health é uma forma de tornar essa relação mais transparente e honesta.

Novas ofertas de serviços

Como em qualquer ramo de negócios, o acesso a mais dados proporciona um melhor entendimento sobre as necessidades dos pacientes e das instituições de saúde.

Com isso, por meio de análise aprofundadas, é possível desenhar novas ofertas de serviços, mais adequadas a diferentes perfis demográficos e financeiros, expandindo o leque de acessibilidade.

Maior autonomia aos pacientes

O open health é um movimento que acredita que os pacientes devem ter mais autonomia quando se trata de sua saúde.

Isso significa que devem ter permissão de acessar seus próprios prontuários, marcar consultas com médicos e escolher quais tratamentos desejam receber.

Além disso, os defensores da saúde aberta acreditam que os pacientes devem ter a possibilidade de compartilhar seus próprios dados de saúde com os pesquisadores, a fim de ajudar a avançar o conhecimento médico.

Ao dar mais controle sobre sua própria saúde, o open health melhora os resultados clínicos e torna os tratamentos, cuidados e medicamentos mais eficientes.

Economia de custos no longo prazo

No longo prazo, acredita-se que a saúde aberta vai ajudar a reduzir os custos da medicina privada e de qualidade, facilitando a entrada de novos negócios no mercado, estimulando a concorrência a trabalhar em cima de preços mais acessíveis.

Além disso, a saúde aberta promoverá a interoperabilidade entre diferentes aplicativos de saúde, facilitando o acesso de pacientes e provedores às informações de que precisam.

É uma forma de agilizar diagnósticos e tratamentos, inclusive na busca por opções mais em conta.

Evolução da medicina de precisão

E se a saúde aberta estimula um atendimento mais personalizado, isso se traduz na medicina de precisão.

A medicina precisa é um campo emergente que se baseia no princípio do atendimento customizado para cada pessoa.

Isso significa que os tratamentos são adaptados ao paciente individual, levando em consideração seu perfil genético único.

O objetivo da medicina de precisão é fornecer tratamentos mais eficazes e seguros, direcionando as terapias para aqueles que têm maior probabilidade de se beneficiar delas.

Para atingir esse objetivo, a medicina de precisão requer coleta e análise de dados em larga escala — justamente um dos motes por trás da saúde aberta.

Quais são os maiores desafios para a implementação do open health?

Existem vários desafios que devem ser superados quando o assunto é implementar o open health no Brasil e no mundo.

Um dos maiores é a conscientização do público em geral.

A saúde é vista como um assunto privado e as pessoas relutam em compartilhar informações sobre sua saúde com outras e até mesmo com organizações.

É um aspecto que pode dificultar a participação da comunidade em geral nas iniciativas de saúde aberta, como compartilhar seus dados ou participar de pesquisas.

Além disso, as iniciativas geralmente exigem a colaboração entre diferentes partes interessadas, incluindo agências governamentais, prestadores de serviços de saúde e empresas de tecnologia.

É um horizonte desejado, mas complexo, já que cada empresa e organização tem seus próprios objetivos e prioridades.

Outro dos maiores desafios é garantir que os dados sejam confiáveis ​​e de alta qualidade.

Esses dados precisam ser coletados de várias fontes, incluindo registros médicos, dispositivos vestíveis (wearables), entre outros frutos de tendências da medicina moderna.

Ou seja, pode ser difícil garantir que esses dados sejam precisos e atualizados.

Outro desafio é proteger a privacidade dos pacientes.

As informações de saúde são confidenciais e pessoais, por isso é importante garantir que elas sejam acessadas apenas por pessoas autorizadas. No Brasil, inclusive, há a questão da LGPD que deve ser respeitada.

Finalmente, a saúde aberta precisa ser compatível com os sistemas de saúde existentes. Deve ser capaz de se integrar com registros médicos e prontuários eletrônicos existentes, bem como outros sistemas de dados de saúde.

O que é necessário para que o modelo open health opere com eficácia?

O open health é um modelo emergente de saúde que enfatiza a colaboração e a transparência entre todas as partes interessadas.

Para que funcione de forma eficaz, é essencial ter a adesão de todas as partes envolvidas, o que inclui pacientes, provedores e instituições de saúde, bem como órgãos do governo.

Além disso, a saúde aberta requer o uso de dados e tecnologia para promover transparência e colaboração.

Por isso, um compliance deve ser elaborado e seguido à risca, de modo a não comprometer informações pessoais sensíveis.

Desse modo, apenas pessoas autorizadas e comprometidas com suas funções acessarem os dados.

E, claro, estratégias e sistemas de proteção às informações seriam implementados, de forma a blindar os dados contra terceiros maliciosos.

Por fim, vale ressaltar o papel da tecnologia na promoção da saúde aberta.

Esse é um modelo que depende que todos os envolvidos na coleta, armazenamento e processamento dos dados possuam sistemas de saúde e plataformas digitais capazes de lidar com o alto volume de informações.

Tecnologias TOTVS para a gestão da Saúde

A saúde aberta é um movimento com enorme potencial para a inovação, e a TOTVS tem investido cada vez mais em tecnologias para ajudar os profissionais da saúde a melhorar a gestão dos seus serviços.

Oferecemos soluções para gestão completa de instituições de saúde e operadoras de planos.

Além do ERP mais consolidado do mercado, você pode aproveitar soluções para melhorar o atendimento, gestão do cuidado e gestão de NIPS, para citar apenas alguns!

Com as tecnologias TOTVS Saúde, os líderes de negócios podem gerenciar todos os aspectos da saúde de forma mais eficiente, desde o atendimento ao paciente até a gestão financeira.

Além disso, temos um conjunto de ferramentas de inteligência artificial que permitem automatizar tarefas repetitivas e complexas, liberando tempo para que os colaboradores possam se concentrar nas atividades que realmente importam, como em oferecer um atendimento mais humanizado.

Com o TOTVS Saúde, o open health ganha um aliado crucial na missão de melhorar a saúde das pessoas.

Que tal conferir mais? Conheça todas as tecnologias TOTVS para saúde!

Conclusão

A saúde aberta é um tema em ascensão, mas uma tendência que tem tudo para se tornar realidade ao longo dos próximos anos.

Por isso, conhecer o conceito de forma aprofundada é essencial para que o seu negócio esteja verdadeiramente preparado.

Agora, como a sua instituição de saúde encara o open health e quais tecnologias possui para aproveitar os dados de seus pacientes?

Se estiver atrás de soluções realmente eficazes, não se esqueça de conferir as tecnologias TOTVS para saúde!

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