RFID: 5 motivos para usar na sua fábrica

Você pode não saber o que é RFID, mas se você já usou um bilhete único de transporte público, ou se já pagou pedágio usando um equipamento do tipo “sem parar”, já teve contato com essa tecnologia. De maneira resumida, o RFID é um recurso que permite a comunicação simples entre dispositivos que estão a uma certa distância, e as suas aplicações para o setor de manufatura são inúmeras.

Se deseja saber quais são os principais motivos para adotar essa tecnologia na sua empresa, continue a leitura agora mesmo!

O que é RFID

A sigla RFID em inglês significa “Radiofrequency identification”, ou “identificação por radiofrequência”. Objetos que usam essa tecnologia, como o bilhete único ou o “sem parar”, têm etiquetas (ou “tags”) equipadas com chips passivos (que não exigem bateria). Nesses chips, é possível ler e escrever informações remotamente usando equipamentos específicos.

A leitura ou escrita de informação nesses chips se dá, como o nome indica, por meio de ondas de rádio. De certa forma, pode-se pensar nas tags de RFID como “códigos de barra” que permitem identificar objetos. A grande vantagem dessa tecnologia é que, como ela se dá por meio de ondas eletromagnéticas, não é necessário que a tag esteja alinhada com o leitor para que a comunicação aconteça.

Dessa forma, as tags de RFID são mais confiáveis do que os códigos de barra para fins de controle e rastreamento. Ao mesmo tempo, como as etiquetas são equipadas com chips sem bateria, acabam sendo mais baratas de se implantar. Aliás, essa implantação gera um custo inicial único, já que a manutenção do sistema é relativamente simples e pouco onerosa.

Aplicações do RFID no setor de manufatura

Ao equipar uma linha de produção com leitores de tags RFID, é possível ter um controle muito mais forte sobre o processo produtivo. Ao mesmo tempo, a possibilidade de comunicação remota dá alta confiabilidade a esse monitoramento, e elimina a necessidade de ter pessoas acompanhando cada etapa do processo.

A natureza digital das comunicações por RFID também permite que as informações trocadas pelas tags e pelos leitores sejam acompanhadas e programadas digitalmente. Isso significa que é possível usar as informações de deslocamento de objetos para controlar todas as etapas de produção. Dessas possibilidades, decorrem as seguintes oportunidades de aplicação do RFID nas fábricas:

Rastreamento de objetos

Em uma linha de montagem equipada com RFID, é possível rastrear em tempo real cada item de matéria-prima, os produtos finalizados e, até mesmo, os objetos em diversas etapas de montagem (WIP, ou Work in Progress). Colocando leitores em diversos pontos da linha de produção, é possível controlar a localização de cada objeto com maior precisão. Quanto mais leitores usados, maior a exatidão do rastreamento.

Detecção de falhas

Sistemas integrados com RFID conseguem perceber quando os componentes da linha de montagem se comportam de maneira inesperada. Assim, é possível detectar rapidamente falhas no processo produtivo, e o envio de operadores para análise e retificação dos problemas pode inclusive ser automatizado.

Integração com outros sistemas

Os dados que circulam entre os leitores e as etiquetas de RFID podem ser usados em outras etapas do processo produtivo. Por exemplo: é possível programar uma máquina para realizar certa ação ao receber 50 itens de determinado tipo. Além disso, as informações obtidas com essa tecnologia também podem ser integradas com outros programas usados para gerenciar recursos, como o sistema de gestão integrada (ERP).

O RFID na indústria 4.0

A crescente informatização das linhas de produção é parte do que vem sendo chamado de “quarta revolução industrial”. Decorrente dessa revolução, a Indústria 4.0 é o nome dado aos processos produtivos nos quais cada componente é identificado e monitorado ao longo de todas as etapas.

Trata-se de uma tendência inescapável do futuro do setor de manufatura. E é fácil perceber a importância que a tecnologia RFID tem nesse cenário. Num contexto em que a Internet das Coisas é uma realidade cada vez mais próxima, o RFID pode ser um primeiro passo para empresas que desejam ter mais controle e eficiência em seus processos industriais.

Isso porque o uso dessa tecnologia traz, a um custo relativamente reduzido, uma série de ganhos de eficiência ao longo da cadeia. Entre a integração dos dados com outros sistemas e o aumento no controle sobre cada item usado nos processos, essa inovação oferece vantagens suficientes para ser considerada um investimento de alta prioridade.

5 motivos para adotar o RFID na sua indústria

1. Uso mais racional de recursos

Com a capacidade de rastrear cada item do processo produtivo, vem também a oportunidade de gerenciar melhor os recursos usados nesse processo. O monitoramento de matérias-primas, WIPs e produtos finalizados por meio de tags RFID traz insights sobre possíveis gargalos no processo industrial de maneira praticamente instantânea.

2. Automação de processos

Em uma linha de montagem em que cada objeto e cada máquina se comunica com os demais, a automação se torna muito mais simples. Os equipamentos podem ser programados para agir de acordo com informações trocadas pelas etiquetas RFID, o que garante que eles vão agir exatamente na hora se (e apenas se) estiverem devidamente carregados.

3. Otimização da cadeia logística

O monitoramento de produtos finalizados por meio de RFID oferece alto nível de controle sobre o estoque. Com isso, as fábricas podem implantar técnicas de gerenciamento de estoque “just in time” para reduzir os custos com a gestão de bens ociosos, o que também ajuda a liberar profissionais para outras tarefas.

4. Redução do down time

A detecção de falhas com RFID se torna muito mais rápida e precisa. Dessa forma, a resolução desses erros também pode acontecer de maneira mais ágil. Em alguns casos, é possível inclusive programar alertas para serem disparados aos operadores responsáveis caso determinadas condições não sejam verificadas pelos leitores das etiquetas, permitindo que a resolução ocorra antes mesmo de o problema ser deflagrado.

5. Integração de dados

Os dados gerados pelo RFID não servem apenas para melhorar o processo. Podem ser usados também para trazer novas perspectivas sobre o processo produtivo, realizar previsões mais precisas e permitir uma comunicação mais próxima entre a linha de montagem e outros setores da empresa que também dependem dos dados gerados por lá. A coleta dessas informações abre o setor industrial para todas as possibilidades da ciência de dados e de Business Intelligence.

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