Software as a Service (SaaS): como funciona, vantagens e exemplos

O modelo de negócio Software as a Service (SaaS) tem se popularizado nos últimos anos, especialmente por causa de plataformas como Netflix (streaming de vídeo), Spotify (streaming de música) e Dropbox (armazenamento na nuvem). Como dá para ver, esse tipo de tecnologia está presente em diferentes áreas do mercado. Aparece em segmentos relacionados a lazer, …

Equipe TOTVS | 26 abril, 2022

O modelo de negócio Software as a Service (SaaS) tem se popularizado nos últimos anos, especialmente por causa de plataformas como Netflix (streaming de vídeo), Spotify (streaming de música) e Dropbox (armazenamento na nuvem).

Como dá para ver, esse tipo de tecnologia está presente em diferentes áreas do mercado.

Aparece em segmentos relacionados a lazer, em sistema de gestão, no gerenciamento de área jurídica, entre outros campos em que se utiliza tecnologia em serviços.

O mercado de SaaS é tão promissor que a Gartner estima que ele tenha o valor de US$ 172 bilhões atualmente. Desde 2015, quando valia US$ 31,5 bilhões, essa indústria sozinha cresceu mais de 5 vezes em 7 anos.

Para entender mais sobre a importância desse tipo de solução, preparamos um guia rápido. Confira os tópicos que vamos abordar:

  • O que é um Software como Serviço (SaaS)?
  • Como funciona um Software como Serviço?
  • SaaS é a mesma coisa que o modelo por assinatura?
  • Como funciona a cobrança no modelo SaaS?
  • Quais são as vantagens do SaaS?
  • SaaS x Cloud: qual é a relação?
  • O que são vendas SaaS? 
  • Como implantar um Software as a Service?
  • Conheça as principais métricas para acompanhar em empresas SaaS
  • Tendência de negócio: quais são os exemplos de Softwares como Serviço?
  • Panorama do Brasil: quais são os principais desafios do mercado SaaS?

Acompanhe-o para se informar melhor sobre como essa tecnologia funciona e qual é a sua importância para as empresas!

O que é um Software como Serviço (SaaS)?

SaaS, ou Software como Serviço, é um modelo de uso de software baseado na nuvem, ou seja, o sistema fica alojado remotamente e pode ser acessado via internet.

A fornecedora/desenvolvedora da aplicação o disponibiliza mediante pagamento mensal, trimestral, semestral etc., como um serviço, não como produto. Geralmente, não é preciso instalá-lo em computadores, pois funciona de maneira online.

A empresa ou pessoa que contrata essa forma de programa, normalmente, paga pela utilização das funcionalidades das quais necessita, pois nem sempre é preciso adquirir todos os recursos do sistema.

A fornecedora costuma organizá-los em pacotes, com diferentes preços e quantidade de funções.

Além disso, há modelos de SaaS gratuitos, porém que oferecem extras — inclusive, personalizações, contas para novos usuários e espaço adicional de armazenagem— mediante pagamento.

colaboradores trabalham com saas

Como funciona um Software como Serviço?

Conforme mencionado, o acesso às informações e aos processos do sistema é feito de forma online, enquanto o gerenciamento desses itens acontece de maneira centralizada.

Além do mais, aplicações SaaS costumam se enquadrar no modelo one to many, ou “um para muitos”, já que os serviços, o design e os recursos são os mesmos oferecidos para uma ampla gama de empresas/clientes.

Por falar nisso, há soluções que apresentam Applications Programming Interfaces (APIs), ou Interface de Programação de Aplicações, para eventuais integrações com softwares externos.

APIs correspondem a um grupo de padrões/rotinas definidas por um sistema para o uso de seus recursos por aplicativos que não se envolvem em detalhes de sua implantação, mas que utilizam os seus serviços.

Em suma, um SaaS é recomendado para organizações que não contam com servidores e espaço físico, pois ele é disponibilizado por meio dos servidores do seu fornecedor.

O cliente paga por um pacote, pelo que usar ou pela versão desejada para ter acesso a determinados recursos, número de logins, volume de tráfego suportado etc.

Sua contratação pode ser feita pela internet ou por outro canal de contato do fornecedor. A seguir, veja outros aspectos desse modelo de software.

Disponibilidade

Uma plataforma SaaS normalmente apresenta um nível de Service Level Agreement (SLA) elevado, chegando a 99,9% de disponibilidade.

Isso ocorre porque o fornecedor ou desenvolvedor também é o responsável por manter a solução funcionando e acessível.

Para tanto, tem uma equipe especializada de profissionais de TI empenhada nesse objetivo.

Acessibilidade

Após a empresa/pessoa se registrar e contratar um SaaS, ela recebe os dados de acesso ao sistema.

A partir disso, poderá entrar em sua conta de onde e quando quiser, desde que tenha boas conexões à internet e um equipamento (computador, tablet, smartphone etc.) para isso.

Dependendo do modelo contratado, vários funcionários da organização poderão usar a solução ao mesmo tempo, com níveis diferentes de acesso e distintos recursos disponíveis.

Atualizações frequentes

Um SaaS recebe constantes atualizações a fim de serem corrigidas falhas e vulnerabilidades que possibilitem ciberataques e outros riscos aos dados dos seus clientes.

Muitas dessas modificações também agregam inovações tecnológicas, de modo a tornar o sistema mais completo e vantajoso a quem usufrui dele.

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SaaS é a mesma coisa que o modelo por assinatura?

SaaS não é a mesma coisa que modelo por assinatura, porém pode fazer uso desse sistema de pagamento para obter receita recorrente. Afinal, Software as a Service é o oferecimento de uma solução como se fosse um serviço, em que o cliente paga para ter acesso a ele (ou às suas funcionalidades).

Esse pagamento pode ser feito de forma mensal, o que permite à desenvolvedora obter ganhos constantes enquanto durar a sua relação com o cliente.

Nesse caso, uma empresa que precisa gerenciar a sua estrutura organizacional pode contratar um ERP por assinatura, por exemplo, de modo a utilizá-lo por vários meses.

Antes de falarmos mais sobre isso, é preciso entender o que é ERP, ou Enterprise Resource Planning.

Essa solução é usada pelas organizações para gerenciarem os seus recursos e processos, de modo a integrá-los.

Dessa forma, cada gestor tem acesso a dados centralizados, que facilitam o entendimento do que ocorre em diferentes setores, nas atividades e na empresa como um todo.

Em alguns modelos por assinatura de ERP, dá para eliminar o custo de aquisição de licenças de uso, como falaremos melhor adiante.

Na hora de contratar pacotes, existe desenvolvedor que oferece descontos progressivos, isto é, quanto mais pacotes, maior o desconto obtido.

Vale uma observação: no SaaS, não há necessidade de implantação na empresa, pois o software costuma ser intuitivo e facilmente usável.

No caso de uma organização mais complexa, que necessita de maior personalização e cuidado/controle com os seus processos, pode ser necessário recorrer a um ERP com serviço de implantação, como os ERPs da TOTVS.

Nessa situação, uma equipe especializada vai até a organização e ajuda a implantar o sistema conforme as suas necessidades.

Como funciona a cobrança no modelo SaaS?

E, afinal, como é a precificação SaaS? O modo de cobrança mais utilizado para softwares como serviço é a assinatura.

Ou seja, uma cobrança recorrente que ocorre em regime mensal ou trimestral, semestral ou anual.

Além disso, há alguns softwares como serviço que oferecem o modelo “freemium”, um tipo de trial gratuito no qual o SaaS oferece algumas funcionalidades a mais para usuários que não pagam.

É uma tática de precificação SaaS que permite atrair novos clientes e tornar a solução mais democrática e acessível.

Outros modelos de precificação SaaS são via contrato (em que há uma definição de início e fim da prestação de serviços) e também com pagamento UpFront (ou seja, o pagamento adiantado).

Quais são as vantagens do SaaS?

Um sistema SaaS tem muitas vantagens, das quais separamos as principais adiante. Confira.

Redução de custos com as licenças e a manutenção

No SaaS, há a diminuição ou até eliminação do custo de aquisição de licença. Isso porque o consumidor/empresa paga pela assinatura do serviço, ou seja, pelo seu acesso e não por ele — como se fosse uma mercadoria.

Outro ponto em que há redução de custo é na necessidade de adquirir servidores e uma infraestrutura de TI (ou um data center) para suportar o sistema, pois ele é acessado remotamente. Isso não só ajuda a economizar recursos monetários, como também os físicos.

Além do mais, empresas que precisam usar programas em períodos determinados ou por pouco tempo também controlam os seus gastos com essas tecnologias, já que basta assinar cada sistema desejado pelo período necessário.

Em resumo, há economia em:

  • Custo de aquisição de licença;
  • Total Cost of Ownership (TCO), ou Custo Total de Propriedade;
  • Manutenção de equipamentos — vale destacar que o gasto médio com substituição/expansão da capacidade, com suporte a operações contínuas e manutenção pode envolver até 72% do orçamento de TI de uma organização;
  • Conservação e climatização de sistemas físicos, uma vez que não é preciso manter ar condicionados e investir em produtos de higienização no hardware necessário para que o sistema permaneça ativo.

Segurança de dados e versões novas

Como apontado acima, as atualizações constantes de um sistema SaaS ajudam a fortalecer a segurança da informação presente neste software.

Dessa forma, não é preciso comprar pacotes ou versões novas, mais protegidas, já que correções e melhorias são inseridas constantemente no programa.

Mobilidade

Uma solução SaaS pode ser acessada durante uma visita a um cliente externo, uma viagem a trabalho ou mesmo uma ida a outro país durante as férias, para uma rápida conferência. 

Não importa onde esteja, basta uma conexão à web para obter as informações que deseja no sistema ou mesmo realizar algum procedimento.

Inclusive, em um feriado de madrugada ou no domingo à noite, isto é, independentemente de dia e horário.

Bom grau de personalização

Uma solução SaaS pode ser personalizada conforme as necessidades da empresa. 

Isso pode ser feito por meio de seus recursos que, em certos casos, são ajustados ao que a organização deseja.

Em outras palavras, o programa consegue ser adaptado às especificidades do negócio.

A customização também começa no momento de assinar o serviço, uma vez que é comum que desenvolvedores ofereçam pacotes com funcionalidades básicas ou ampliadas, que podem ser adotadas pelo empreendimento de acordo com o que necessita.

Entrega de indicadores

Outro benefício é a obtenção e análise de indicadores entregues pela própria plataforma.

Eles costumam ser pautados em métricas de excelência ou nos indicadores mais usados do segmento atendido. Também podem ser escolhidos com base na forma como os clientes os utilizam.

Aliás, muitos recursos e ajustes são feitos em um sistema SaaS tendo por referência avaliações feitas sobre como as empresas usam a solução, e também com base em sugestões delas.

Portanto, o design e a estrutura de funcionamento do programa é alinhada constantemente aos modelos que geram melhores resultados para os clientes, como as companhias que o empregam.

Previsibilidade de custos

Outro ponto importante é a previsibilidade de custos, pois quem contrata um SaaS sabe exatamente o que pagará por mês, algo que nem sempre é possível quando se tem uma infraestrutura própria.

Afinal, nesse caso podem ocorrer problemas que exijam recursos extras, elevando os gastos com a tecnologia necessária para manter o programa em funcionamento.

Para o setor financeiro, saber quanto pagará mensalmente ajuda a se programar melhor, ou seja, facilita a definição de orçamentos e o planejamento das contas da empresa.

Boa escalabilidade

Normalmente, a contratação de um pacote de SaaS é feita com base na demanda da empresa.

Se ela precisar de mais recursos ou espaço de armazenamento, dá para migrar para pacotes com mais opções e que supram essas novas necessidades.

Esse redimensionamento de recursos também pode ter sentido inverso, quando a empresa necessitar de menos funcionalidades em virtude de uma diminuição em seu tamanho ou, ainda, em sua demanda.

Esse benefício é importante em negócios que passam por épocas de alta ou baixa sazonalidade.

Integração entre sistemas off-line e online

Existem soluções SaaS que podem ser integradas com sistemas da empresa, alojados em sua infraestrutura física, a fim de facilitar o seu fluxo de informações e sua gestão dos processos.

Além disso, há programas de terceiros que podem ser compatíveis com a solução contratada, como ocorre com apps de intermediação de pagamentos em e-commerces SaaS. Por exemplo, PagSeguro e PayPal.

SaaS x Cloud: qual é a relação?

A cloud computing permitiu a disseminação do SaaS pela web e pelo mercado, tornando o modelo popular.

Afinal, é por meio da nuvem que o serviço é oferecido para clientes do mundo todo. 

No entanto, a tecnologia cloud permite a utilização não só do SaaS, como de outros modelos também. Entre eles, IaaS, PaaS, HaaS e XaaS.

Qual é a diferença de SaaS para os demais modelos?

As principais diferenças entre esses modelos reside na forma como são disponibilizados ao público e no tipo de recurso oferecido. Para entender melhor, veja mais sobre alguns dos principais modelos existentes a seguir.

Platform as a Service (PaaS)

Na Plataforma como Serviço, a fornecedora entrega uma plataforma para outra organização desenvolver os seus sistemas, bem como para gerenciá-los e hospedá-los nela.

Basicamente, é oferecido um ambiente seguro, com infraestrutura adequada, para a utilização de programas próprios, como sistemas operacionais.

De maneira semelhante ao SaaS, ela possibilita acesso remoto aos seus recursos via internet. A PaaS é útil para organizações que procuram escalabilidade e maior controle sobre os seus programas.

Infrastructure as a Service (IaaS)

Na Infraestrutura como Serviço, o que se entrega são recursos computacionais de infraestrutura, como servidores, capacidade de rede e espaço de armazenamento. 

Nesse caso, a fornecedora cobra valores periódicos pela utilização desses recursos físicos e virtuais.

Nesse sistema, há monitoramento avançado e alta escalabilidade, uma vez que o negócio dispõe de toda a capacidade do hardware pago para uso.

Em companhias com alto nível de expansão, pode ser útil adotar esse modelo, especialmente se tiver volume elevado de tráfego em seu site — o que exige grande quantidade de espaço e potência em servidores.

Ele também garante maior sigilo aos dados da empresa, a depender do pacote contratado.

Se a companhia locar uma infraestrutura com um servidor próprio, ele não será acessado por outros clientes. Dessa maneira, só a organização poderá consultar os seus dados.

Além disso, a manutenção da infraestrutura é de responsabilidade da fornecedora, o que contribui para economia de custos.

Hardware as a Service (HaaS)

Na nuvem, o Hardware como Serviço pode ser visto em grid computing (computação em grade), um sistema em que vários computadores atuam em conjunto, como se fossem um único computador de maior performance.

Nesse caso, uma organização paga para um provedor a fim de ter acesso a uma CPU e a uma infraestrutura de alto desempenho, que podem ser usados remotamente.

O que são vendas SaaS? 

Quando falamos de SaaS, vale também pintar o cenário de vendas desse tipo de solução. Não existe somente uma forma de vender SaaS, mas algumas que são praticadas pelo mercado.

Que tal conhecer as principais?

  • Self-service: é o cliente quem se cadastra, utiliza, assina e paga pelo serviço. Ou seja, não há vendedores, apenas um aplicativo, site ou landing page que o usuário acessa para realizar a conversão. É normalmente aplicado em soluções com baixo risco (preço baixo) e com processo de decisão simples.
  • Transacional: comum a soluções de maior valor e complexidade, é transacional pois há um esforço tanto da empresa (com marketing e uma equipe de vendas mais condutora do que “prospectora”).
  • Empresarial: já este modelo (conhecido também como “enterprise”) é próprio de soluções complexas e que exigem investimento considerável. Normalmente, o provedor conta com equipe completa de vendas (inside, field e outbound sales).

Como implantar um Software as a Service?

Existem alguns passos que você pode acompanhar para aumentar a probabilidade de sucesso na implantação de um SaaS. Veja adiante.

Levante as suas necessidades de software e hardware

Para começar, é importante levantar as principais necessidades do seu negócio em relação a sistemas tecnológicos.

É preciso um ERP? Um CRM? Uma solução de segurança? Com base nas suas necessidades, você poderá partir para a busca de fornecedores SaaS dessas soluções.

Defina objetivos claros para a transição

Avalie também o propósito de sua aquisição, isto é, se precisa de maior agilidade nas soluções tecnológicas, se deseja economia, se quer reduzir a carga de trabalho de seu time de TI etc.

Ao responder a essas questões, você terá maior chance de escolher corretamente soluções SaaS para o seu negócio.

Faça um levantamento das aplicações da sua empresa

É fundamental levantar quais aplicativos estão presentes em sua empresa, isto é, em seus equipamentos. Depois disso, veja quais são essenciais e, portanto, devem ser mantidos e quais são os que podem ser trocados por soluções remotas.

Dessa forma, você poderá procurar sistemas SaaS que sejam compatíveis com as aplicações que não podem ser descartadas.

Também evitará redundâncias na hora de implantar a solução SaaS desejada, ou seja, dois ou mais sistemas que executam a mesma função rodando em paralelo (o que inclui o SaaS).

Esse tipo de situação pode gerar confusão na comunicação entre funcionários e até problemas (perdas, distorções) na troca de dados de um programa para o outro. 

Sem falar nos custos de licenciamento e manutenção deles, já que continuam ativos.

colaboradores avaliam métricas de uso de saas

Conheça as principais métricas para acompanhar em empresas SaaS

Entender o sucesso de uma empresa SaaS é diferente do que analisar a progressão de um varejo ou indústria convencional. Esse é um modelo de negócios diferenciado e, essencialmente, inovador.

Por isso, as métricas que ditam o seu sucesso podem incluir variáveis distintas daqueles KPIs tão comuns no dia a dia das empresas. Assim, realizar uma boa gestão de indicadores é essencial!

Que tal conferir alguns deles? Separamos uma lista:

LTV 

LTV ou Lifetime Value é um indicador do quanto um cliente gasta, em média, ao longo do relacionamento com uma empresa.

Ou seja, quanto maior o relacionamento, teoricamente maior o valor gasto e melhor a saúde financeira do negócio.

Esse indicador é importante para regularizar o planejamento orçamentário, bem como entender quanto deve-se gastar na aquisição, retenção e fidelização de cada cliente.

A fórmula para calcular o LTV é:

LTV = ticket médio x média de compras por cliente ao ano x média da longevidade do relacionamento

Churn Rate

O Churn Rate ou taxa de abandono visa descrever quantos clientes uma empresa perdeu em determinado período de tempo.

Para uma empresa que depende de assinaturas (e que muitas vezes podem ser canceladas a qualquer momento), é um indicador crucial.

Afinal, um churn muito alto compromete seu fluxo de caixa, sua capacidade de honrar os passivos, entre vários outros aspectos financeiros e estratégicos.

A fórmula é:

Churn = (Número de cancelamentos no mês ÷ Número de clientes no final do mês) x 100

CAC 

Outro indicador essencial é o CAC ou Custo de Aquisição de Cliente — ou seja, quanto a empresa gasta para fechar uma venda.

Os custos são relativos aos esforços de marketing e venda.

Lembra que mencionamos a importância do LTV para o CAC? É que o CAC, ou seja, o custo para adquirir um cliente, nunca pode ser maior do que o LTV, ou seja o valor que um cliente gasta em todo seu relacionamento com a marca.

Caso contrário, falamos de um negócio que opera em prejuízo.

Para calcular o CAC, basta seguir a fórmula:

CAC = (investimento em Marketing + investimento em Vendas) ÷ número de novos clientes

MRR 

O MRR é o indicador de Receita Recorrente Mensal (ou Monthly Recurring Revenue). É essencial para empresas que operam sob o modelo de assinatura.

Este indicador mede a receita gerada pela renovação das assinaturas mensais.

É um indicador que auxilia em uma melhor gestão financeira, aumentando o poder de previsibilidade.

Vale mencionar que o MRR diz respeito ao valor que a empresa recebe pelas renovações de assinatura (sejam elas automáticas ou não).

Para realizar o cálculo, utiliza a fórmula:

MRR = (Número de contas ativas no mês – Número de contas canceladas no mês) x Valor pago mensalmente pelos clientes

Tendência de negócio: quais são os exemplos de Softwares como Serviço?

É importante saber em que campos é possível contratar uma solução SaaS. Nesse caso, por conta do seu modelo de funcionamento, é possível encontrá-lo nas mais variadas áreas corporativas. Veja alguns exemplos em que ele está presente:

  • Serviço de e-mail: Gmail é um exemplo de SaaS gratuito, que oferece recursos extras mediante pagamento, como personalização do endereço;
  • Armazenamento de arquivos na nuvem: segmento representado pelo Dropbox, bem como pelo Google Drive e pelo OneDrive;
  • Solução Customer Relationship Management (CRM), como os sistemas de CRM da TOTVS.
  • Sistemas de segurança de TI;
  • Pacotes de programas diversos, como Microsoft Office 365 (para escritório) e Adobe Creative Cloud (para processos de criação gráfica, edição de fotos, desenvolvimento de artes digitais etc.);
  • Plataforma de e-commerce, que ajuda a implantar e gerenciar a loja virtual da empresa;
  • Software de gestão (ERP), como os ERPs da TOTVS.

Se o seu negócio demandar um sistema em alguma dessas áreas, você já saberá como começar a buscar um fornecedor.

Você também encontrará SaaS em campos menos ligados ao mundo corporativo, como nos casos citados da Netflix e do Spotify, que oferecem acesso a vídeo (filmes, animações, séries) e música em seus serviços.

Um dado interessante é que existem SaaS que adicionam componentes de marketplace em suas estruturas.

Hoje em dia, de acordo com dados reunidos da BetterCloud, 70% do uso de softwares de uma empresa é baseado em soluções SaaS.

Panorama do Brasil: quais são os principais desafios do mercado SaaS?

A principal pesquisa no campo de SaaS no país é o Brazil SaaS Landscape Research, feito em 2017, e no qual nos baseamos para compor esse tópico.

No entanto, há de se levar em conta estudos complementares, como o levantamento “2021 Software Market Landscape: Brazil” da Gartner.

Segundo o estudo brasileiro, mais de 71% das organizações SaaS no Brasil funcionavam com recursos/investimentos próprios na época de sua realização.

Entre os participantes da pesquisa, acima de 60% (das empresas) recuperaram os seus Custos de Aquisição de Cliente (CACs) em um tempo menor do que 6 meses. 

De acordo com a Gartner, em 2020, o mercado de softwares brasileiro possuía valor de US$ 3,8 bilhões — maior do que países como Chile e México.

Startups brasileiras também têm uma saúde financeira positiva. Isso porque 67% delas contam com uma relação entre Lifetime Value (valor do tempo de vida do cliente) e CAC (LTV/CAC) maior do que 3.

Em outras palavras, o valor gerado por cliente, durante a sua relação com a empresa, é superior a três vezes o seu custo de aquisição.

Contudo, existem alguns desafios para as empresas de SaaS. Por exemplo, a legislação, pois muitos têm modelos inovadores que nem sempre se encaixam nas regras, de modo que é preciso fazer ajustes.

Além disso, boa parte delas atua com recursos próprios, porém tem crescido o volume de investimentos externos nelas, o que pode ajudá-las a ampliarem as suas operações.

Vale destacar que, no Brasil, o modelo SaaS é o mais utilizado em Cloud Computing pelas empresas, levando a preferência de 73% dos entrevistados de um estudo da Capgemini.

O dado mostra que ele tem se popularizado entre as organizações, o que pode ser explicado em boa parte devido às suas vantagens.

Sendo assim, se você deseja transformar a sua empresa em um negócio ágil, adotar um Software as a Service (SaaS) é um passo para o alcance desse objetivo.

Será possível não só obter os benefícios acima descritos, como também melhorar o fornecimento de serviços para os seus clientes, como nos canais de comunicação (se adotar um CRM SaaS).

Quedas de sistema, que geram lentidão em processos, também tendem a ser reduzidas, já que o fornecedor cuidará de manter o sistema no ar.

Logo, menos dor de cabeça para a sua equipe e para os clientes, que não precisarão esperar muito para serem atendidos.

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Conclusão

Ao longo deste guia completo, falamos tudo sobre SaaS e como o software como serviço funciona, além de sua importância e como se encaixa em uma era de transformação digital.

E você, gostou de aprender mais sobre o assunto? Esperamos que esse conteúdo sirva para melhor guiar suas decisões de negócio!

Antes de finalizar, convidamos você a seguir de olho em nosso blog:

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